Ranking: As maiores seguradoras de Portugal em 2019

  • ECO Seguros
  • 4 Fevereiro 2020

Com um mercado em quebra, o ranking das maiores seguradoras em Portugal sofreu modificações. BPI, Zurich, GNB, Una e Caravela contrariaram tendência. Veja a lista dos 42 grupos com 66 seguradoras.

Acabou por ficar em 12.476.257.000 euros, acima das primeiras estimativas, a produção total do setor segurador em Portugal no ano de 2019, revelou o relatório anual de produção elaborado pela APS – Associação Portuguesa de Seguradores. O valor significa uma quebra de 5,1% relativamente a 2018 e a razão foram as baixas taxas de juro que desmotivaram a subscrição de produtos Vida financeiros.

O Ramo Vida ficou um pouco abaixo dos 7 mil milhões de euros, 14% ou cerca de mil milhões menos que no ano anterior. Já os ramos Não Vida cresceram 8% situando-se agora nos 5,2 mil milhões de euros anuais. Com estes resultados de seguro direto em Portugal, o setor Não Vida significa agora cerca de 42,7% quando em 2018 representava apenas 37,3%, e o setor Vida conta com os restantes 57,3% do valor de prémios emitidos em Portugal.

A APS descreve os resultados no Ramo Vida relatando que “à exceção dos contratos PPR Ligados a Fundos de Investimento e das Operações de Capitalização Não Ligadas, modalidades que juntas representam apenas 4% do negócio Vida, todas as restantes modalidades testemunharam quebras homólogas de produção, com especial destaque para os seguros de Vida Não Ligados, exceto PPR (-20%). Já as contribuições para produtos PPR Não Ligados, que ainda em 2018 ultrapassaram os 3 mil milhões de euros, permaneceram este ano nos 2.6 mil milhões, valor que representa uma queda homóloga de -12,6%. Olhando para os PPR como um todo, a contribuição dos portugueses para este tipo de produto baixou 10% relativamente a 2018”.

Em sentido contrário, a APS considera o segmento Não Vida que “ultrapassou pela primeira vez em 2019 os 5 mil milhões de euros de produção. Sustentado pelo crescimento notável dos seus Ramos mais representativos, o segmento arrecadou mais 8% de prémios que no ano transato”, refere a associação.

Acidentes de Trabalho cresce a 2 dígitos pelo quarto ano consecutivo

No Ramo Acidentes e Doença, a APS destaca a evolução dos Acidentes de Trabalho que cresceram 11,8%, o que significa dois dígitos pelo quarto ano consecutivo, atingindo um volume de 895 milhões de euros. Os seguros de Saúde tiveram variação homóloga de 8,7% e no ramo Automóvel, cuja produção cresce sucessivamente desde 2014, a variação homóloga registada foi de mais 7%, com a produção a superar os 1,8 mil milhões de euros.

A APS destaca ainda os Riscos Múltiplos que variou homologamente 6,3% no seu todo, sendo de realçar a sub-modalidade Industrial cuja variação homóloga foi de 11,7%. Dados estes resultados, e ao contrário do Segmento Vida, o Segmento Não Vida provou em 2019 um crescimento da sua fatia da produção de Seguro Direto em Portugal para cerca de 42,7% (em 2018 representava apenas 37,3%).

Em mercado total 2019 e os seus 12,4 mil milhões de euros ainda fica longe do recorde obtido em 2010 de mais de 16 mil milhões. Relativamente a indicadores de desenvolvimento do mercado o rácio de penetração (produção/PIB) foi de 6% face a 6,5% em 2018. No rácio de densidade (prémios per capita), cada português comprou em média 1189 euros de seguros quando no ano anterior tinha despendido 1260 euros.

Com a baixa relativa do grupo Fidelidade, que perdeu 11% de quota de mercado e do grupo Ageas que baixou 2%, o grau de concentração da indústria seguradora em Portugal aliviou no topo. Os cinco primeiros grupos representam hoje 63,9% do mercado (70,4% em 2018) mas os 10 primeiros controlam 88% (86,7% em 2018).

BPI, Zurich, GNB, Una e Caravela crescem bem em ano negativo

Fidelidade continua líder de mercado, apesar de um decréscimo de 26,9% na produção total. Uma quebra para quase metade no ramo Vida, não foi compensada por um crescimento em Não Vida, apesar da subida nestes ramos ter sido de 9,5%. De registar que a atividade da Fidelidade no estrangeiro já atingiu 250 milhões de euros, mais 18% que em 2018 e mais 80% que em 2016. A quota de mercado total baixou para 26,9%, e em Vida para 23,6%, mas em Não Vida a sua quota aumentou para 26,7%.

O grupo Ageas, em conjunto, também registou uma quebra total de 2%, para 2.143 milhões e euros, mas a sua quota de mercado aumentou para 16,9%, a Seguradoras Unidas, também reforçou a sua quota para 7% do mercado total, com um aumento das sua vendas em 9%.

As seguradoras do grupo do Banco Santander sofreram igualmente com as taxas de juro pouco atraentes para alguns dos seus produtos Vida, baixando em 27% o volume de prémios emitidos.

O BPI Vida e Pensões foi a grande surpresa positiva em ano de baixa do ramo onde atua, com 61% de aumento e quase duplicando a sua quota de mercado total para 6,7%, subindo dois lugares, para o quarto, no ranking dos grupos seguradores em Portugal.

A Zurich quase triplicou as suas vendas no Ramo Vida, um crescimento invulgar que lhe permitiu passar de 8º para 6º lugar no ranking nacional. A sua quota de mercado quase duplicou para 6,2%.

A GNB cresceu 50% em volume de prémios passando a sua quota de mercado de 3,4% para 5,4% no ano em que a seguradora saiu da órbita do Novo Banco e passou a GNB Vida para a Apax Partners e a GNB Seguros ao Crédit Agricole Assurances.

A Allianz baixou três lugares no ranking, ao baixar 7% os prémios emitidos, reduzindo a sua quota total para 5,1% do mercado.

A Lusitania, que por vias indiretas do seu proprietário grupo Montepio teve alguma turbulência em 2019, culminando com a integração da N Seguros na Lusitania Seguros, conseguiu um crescimento de 13% nos prémios emitidos e reforçou a sua quota de mercado total para 3,7%. Manteve a nona posição do ranking e continua a ser a única companhia com maioria de capital português no top 10.

A Liberty que durante o ano mudou a sua sede para Espanha subiu um lugar no ranking embora tenha baixado as vendas 8% mantendo aproximadamente a sua quota de mercado.

Crescimentos significativos registaram ainda a Una com 46%, subindo para 16º lugar no ranking e a Caravela que creceu 28% os prémios emitidos para mais de 76 milhões de euros.

Entre as companhias seguradoras de crédito, a COSEC mantém-se líder com 39 milhões de euros de prémios emitidos, seguida da Atradius, Coface e CESCE.

As principais alterações no capital nas companhias em Portugal sucedidas durante 2019 resultam em que a Generali, integrando a Seguradoras Unidas, ultrapassa 1,1 mil milhões de euros de prémios, consolidando o terceiro lugar da adquirida no ranking com 8,9% de quota de mercado.

Já a Gamalife, ex-GNB Vida, agora pertencente a fundos da APAX Partners, ficará com 4,7% do mercado total e 8,5% do mercado no Ramo Vida. A GNB Seguros, agora 100% pertencente ao Crédit Agricole Assurances herda uma quota de apenas 0,6% e um volume de prémios de 78 milhões de euros.

Com agregação por grupos da responsabilidade de ECOseguros, adicionando os valores disponibilizados pela APS, é este o ranking 2019 da produção (prémios emitidos) dos grupos seguradores e das seguradoras únicas com atividade em Portugal:

 

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