Alterações à circulação do trânsito em Lisboa podem favorecer táxis

  • Lusa
  • 10 Fevereiro 2020

Segundo o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, a criação de uma zona de emissões reduzidas na Baixa lisboeta beneficia os táxis, uma vez que os TVDE só podem circular se forem elétricos.

Os representantes dos taxistas consideraram esta segunda-feira que as alterações à circulação do trânsito na zona da Baixa-Chiado, em Lisboa, poderão beneficiar os táxis, com a federação nacional a reivindicar um contingente para os veículos geridos pelas plataformas eletrónicas (TVDE).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT), Carlos Ramos, afirmou que “não vê com maus olhos as alterações”.

Para Carlos Ramos, a medida anunciada pela Câmara Municipal de Lisboa em 31 de janeiro – a criação de uma zona de emissões reduzidas com acesso restrito – beneficia os táxis numa primeira fase, uma vez que os TVDE (operadores de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) só podem circular se forem elétricos.

Favorece numa fase inicial pela questão de os carros das plataformas só poderem circular naquela zona desde que sejam elétricos”, referiu o dirigente.

Numa segunda fase, porém, Carlos Ramos admitiu que a circulação de TVDE poderá prejudicar a atividade dos taxistas, uma vez que não têm “contingente e, no limite, podem circular seis ou sete mil, enquanto os táxis têm um contingente de três mil viaturas”.

A contingentação dos TVDE tem sido, aliás, uma das reivindicações do setor do táxi desde que as plataformas começaram a operar em Portugal.

Por seu lado, o presidente da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida, observou que se trata de uma medida salutar para o táxi.

“Acho que é benéfica, porque vai permitir uma maior circulação para os táxis e, ao mesmo tempo, se calhar, mais algum serviço, porque as pessoas não podem levar os seus carros particulares”, apontou Florêncio Almeida.

A partir de julho/agosto, será necessário um dístico para aceder à nova Zona de Emissões Reduzidas (ZER) Avenidas/Baixa-Chiado e, no caso dos residentes, estacionar à superfície.

À Lusa, o presidente da ANTRAL assinalou que as pessoas vão começar a procurar mais o táxi para se deslocarem à Baixa lisboeta, admitindo que são os comerciantes que se vão sentir mais prejudicados.

Acho que é prejudicial para os comerciantes que têm o seu negócio na Baixa. As pessoas, não levando o seu carro, não se deslocarão com tanta facilidade e procurarão os outros lugares”, indicou.

Florêncio Almeida acrescentou que as pessoas “vão utilizar mais o táxi” se forem sem o carro particular para o centro da capital.

A nova ZER prevê que o trânsito automóvel nessa área passe a ser exclusivo para residentes, portadores de dístico e veículos autorizados, entre as 06h30 e as 00h00, a partir do verão.

A ZER abrange parte das freguesias de Santa Maria Maior, Misericórdia e Santo António, sendo delimitada a norte pela Calçada da Glória, Praça dos Restauradores e Praça do Martim Moniz, e a sul pelo eixo formado pelo Cais do Sodré, Rua Ribeira das Naus, Praça do Comércio e Rua da Alfândega.

Esta zona é delimitada a nascente pela Rua do Arco do Marquês de Alegrete, Rua da Madalena e Campo das Cebolas, e a poente pela Rua do Alecrim, Rua da Misericórdia, Rua Nova da Trindade e Rua de São Pedro de Alcântara.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Alterações à circulação do trânsito em Lisboa podem favorecer táxis

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião