Temporal e inundações: E se a seguradora pagar no dia seguinte?

  • ECO Seguros
  • 13 Fevereiro 2020

Uma insurtech britânica assume o recorde de tempo mais curto entre uma inundação originada por chuva torrencial e a indemnização de seguro. A Gallagher já é parceira para levar a solução aos clientes.

Com o seguro paramétrico da FloodFlash, o cliente escolhe o nível de profundidade da água em caso de inundação e um algoritmo estabelece a compensação correspondente. No que respeita ao hardware, a insurtech instala o kit contendo o sensor conectado pela internet para alertas e recolha de dados sobre os sinistros na respetiva propriedade. Em caso de inundação, logo que é confirmado o nível de água predefinido é iniciado o processo de pagamento da indemnização.

É assim que funciona o seguro paramétrico desenvolvido pela empresa, com a vantagem de eliminar o fator de incerteza habitual no tempo de espera associado ao seguro tradicional, ao mesmo que assegura a um pequeno comerciante os recursos financeiros que permitem retomar atividade com a maior brevidade.

Na ressaca da recente tempestade ‘Ciara’ (também denominada ‘Sabine’ na Alemanha), a FloodFlash revelou que fez reembolsos aos segurados apenas um dia depois das inundações causadas pelo forte temporal.

A intempérie, descrita como a «tempestade da década», varreu as regiões do centro e norte da Europa com chuva forte e ventos que ultrapassaram 150 quilómetros por hora, no passado fim de semana, provocando pelo menos cinco mortos, danos materiais consideráveis e perturbação do tráfego aéreo em numerosos países da Europa.

Seguros que integram tecnologia baseada em soluções de monitorização paramétrica permitem processos de indemnização mais rápidos, sem necessidade de atender a questões como realização de peritagens e cálculo detalhado dos dados. A compensação do seguro é acionada assim que se verifiquem determinados critérios paramétricos, como a velocidade das rajadas de vento ou o volume da precipitação, em particular quando se trata de eventos meteorológicos extremos.

No caso da tempestade ‘Ciara’, a FoodFlash começou a receber alertas dos dispositivos instalados na tarde de domingo, com incidência nas regiões de Yorkshire e Lancaster, no Reino Unido, onde a média dos danos causados pelo fenómeno extremo foi estabelecida em 65 mil libras esterlinas por sinistro.

Citado na imprensa britânica, Ian Bartholomew, cofundador da FloodFlash, afirma: “Ter as indemnizações pagas com rapidez tem impacto muito importante para empresários atingidos pelas inundações. Além da perceção de segurança financeira, os donos dos estabelecimentos não esperam na incerteza e podem iniciar de imediato as obras de reparação das instalações (….)”.

Adam Rimmer, igualmente cofundador da empresa, remata: “Queremos definir um novo standard nas indemnizações de seguros de catástrofes. Pagar num dia foi o começo. Esperamos um dia reembolsar os segurados poucos minutos depois de confirmada uma inundação”.

Recentemente, a FloodFlash e a Gallagher celebraram uma parceria, habilitando a (re)seguradora global a fornecer esta solução de seguro paramétrico aos seus clientes no Reino Unido.

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