Altice compra 51% da Blueticket

A Altice comprou a maioria do capital da Blueticket, uma das maiores plataformas de bilhética do país, à Arena Atlântico de Luis Montez.

Alexandre Fonseca tinha prometido a entrada da Altice em novas áreas de negócio e esta sexta-feira acaba de anunciar num comunicado interno aos colaboradores, a que o ECO teve acesso, que a Altice comprou 51% do capital da Blueticket à Arena Atlântica de Luis Montez. A Blueticket é uma das maiores plataformas de bilhética do país bem como de uma plataforma de sistemas proprietária.

De acordo com o comunicado interno do presidente executivo da Altice, “é através de operações desta natureza que, estou convicto, conseguiremos dar resposta ao grande desafio que abraçámos de disponibilizar aos nossos clientes a melhor experiência, com maior comodidade e acessibilidade, ao mesmo tempo que materializa, mais uma vez, o investimento da Altice Portugal no mercado português”.

O valor deste negócio não foi revelado. Alexandre Fonseca recorda “as parcerias com as duas maiores salas de espetáculo do País – Altice Arena e Altice Fórum Braga – mas também as várias iniciativas ligadas à música”, como o MEO Sudoeste e MEO Marés Vivas e ao entretenimento, ao desporto e à cultura. ” Áreas em que a bilhética assume papel de destaque”, diz o gestor.

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Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

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O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

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António Costa

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