Coronavírus pode passar fatura de 5 mil milhões às companhias aéreas

  • Lusa
  • 14 Fevereiro 2020

Cerca de 70 companhias aéreas cancelaram todos os voos internacionais de e para a China continental e outras 50 companhias aéreas reduziram as operações aéreas devido ao coronavírus.

A Organização Internacional da Aviação Civil estima que as companhias aéreas podem perder cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) em receita operacional bruta no primeiro trimestre, devido ao surto do novo coronavírus.

A cerca de um mês e meio de terminar o primeiro trimestre do ano, a Organização Internacional da Aviação Civil (na sigla em inglês, ICAO) prevê que, até março, vai haver “uma redução de 6,4 a 19,6 milhões de passageiros em comparação com o que as companhias aéreas haviam projetado”.

“Isso equivale a uma redução potencial de quatro mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros) a cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) na receita operacional bruta para as companhias aéreas em todo o mundo”, indicou a ICAO, em comunicado divulgado na quinta-feira.

Antes do surto do novo coronavírus, designado Covid-19, explicou a ICAO, as companhias aéreas pretendiam aumentar a capacidade em 9% nas rotas internacionais de e para a China, dos três primeiros meses do ano.

Um cenário agora bem diferente do projetado: “cerca de 70 companhias aéreas cancelaram todos os voos internacionais de e para a China continental e outras 50 companhias aéreas reduziram as operações aéreas”, lê-se na mesma nota.

Os cancelamentos dos voos resultaram numa redução de 80% na capacidade aérea estrangeira para viajantes de e para a China e uma redução de 40% na capacidade aérea para companhias aéreas chinesas.

As estimativas divulgadas pela ICAO não incluem as regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau, nem Taiwan.

O Aeroporto Internacional de Macau indicou à Lusa que registou de 1 a 9 de fevereiro uma queda no número de passageiros e de voos na ordem dos 80% e de 57%, respetivamente.

Nesse período marcado pelas restrições devido ao surto do novo coronavírus chinês passaram pelo aeroporto apenas cerca de 50 mil passageiros, num território que recebe mais de três milhões de turistas mensais e que é a capital mundial do jogo.

A ICAO prevê ainda que devido a reduções nos viajantes chineses o Japão possa perder 1,29 mil milhões de dólares (1,18 mil milhões de euros) em receita turística e a Tailândia 1,15 mil milhões de dólares (1,05 mil milhões de euros).

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Coronavírus pode passar fatura de 5 mil milhões às companhias aéreas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião