AXA ensaia ‘machine learning’ para gerir sinistro automóvel

  • ECO Seguros
  • 19 Fevereiro 2020

A AXA e a Société Générale estão a investir em inovação tecnológica, no primeiro caso para gerir sinistros automóveis e, no segundo, apoiando uma startup focada em incapacidades para o trabalho.

O projeto que interessa para a gestão de seguro automóvel está a ser desenvolvido pela filial da seguradora francesa AXA no Reino Unido e tem o objetivo de melhorar a eficiência e aumentar a rapidez na gestão das participações de sinistro.

A solução ‘machine learning’ – designada RoRi- Repair or Replace Intelligence (Reparação ou Reposição Inteligente) – foi desenhada para captar e analisar informação trocada em comunicações telefónicas relevantes de forma a determinar a melhor solução entre assumir os custos de reparação de um veículo ou optar pelo seu abate.

De acordo com a AXA UK, a abordagem irá aumentar a eficiência, uma vez que os métodos anteriores contabilizavam a idade do veículo e a extensão dos danos, geralmente resultando em atrasos para as seguradoras, dado que apenas metade das perdas totais eram identificadas no momento da participação, ficando o restante para avaliar em oficina.

Com a nova ferramenta que já está ser aplicada em projeto-piloto da seguradora na agência de Ipswich, (Suffolk) será mais fácil comparar e decidir entre o custo de reparação e a hipótese de abate (perda total do veículo).

a Société Générale Assurances (SocGen), divisão de seguros do grupo bancário, investiu 1,1 milhão de euros numa startup checa dedicada ao desenvolvimento de soluções para seguros (ramo Vida).

A aposta da SocGen na Mutumutu apoia o foco desta insurtech na proteção de situações de incapacidade para o trabalho, coberturas para pessoas com deficiência e risco de morte.

Enquanto o grupo de bancassurance admite que poderá reforçar o investimento na startup até ao final do ano, a Mutumutu considera que o reforço de recursos financeiros servirá o objetivo de triplicar a sua base de clientes num horizonte a 12 meses.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

AXA ensaia ‘machine learning’ para gerir sinistro automóvel

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião