Tecnológicas acusam ameaça do coronavírus. Wall Street cai

Novos contágios de coronavírus não só na China como no exterior voltaram a elevar o alerta dos investidores que temem os efeitos do surto sobre a economia mundial.

Após os recordes da sessão anterior, o vermelho imperou em Wall Street. Os principais índices bolsistas dos EUA encerraram em queda, pressionados pelas tecnológicas que cederam à ameaça do coronavírus face a novos contágios não só na China como no exterior. A situação faz temer pela saúde da economia mundial.

Há a indicação de que um hospital central de Pequim reportou 36 novos casos do vírus, o que faz recear uma possível explosão de infeções na capital chinesa. Ainda antes disso, foram noticiadas duas mortes no Japão e um aumento de infeções na Coreia do Sul.

“A questão mais importante é a incerteza sobre o coronavírus e se se espalhará mais, afetando a atividade económica global antes que as coisas estabilizem e, finalmente, melhorem”, disse Michael Sheldon, diretor executivo do RDM Financial Group, citado pela Reuters.

Neste contexto, o S&P 500 recuou 0,39%, para os 3.373 pontos, enquanto o Dow Jones deslizou 0,45%, para os 29.217,24 pontos. Por sua vez, o Nasdaq desvalorizou 0,67%, para os 9.750,97 pontos, num dia em que as tecnológicas estiveram sobre pressão.

A Apple é um desses exemplos. As suas ações perderam 0,61%, sendo que a empresa liderada por Tim Cook já alertou para um possível impacto negativo sobre as suas vendas resultante da epidemia do coronavírus.

Perdas ainda mais acentuadas foram sofridas pela ViacomCBS. O título tombou perto de 18%, penalizado pela expectativa de quebra de receitas e lucros.

A nível empresarial destaque para a oferta de compra da Morgan Stanley sobre a E*Trade Financial que levou as ações desta corretora a dispararem 22% em bolsa. Em causa está uma oferta de 13 mil mil milhões de dólares, a de maior dimensão na banca de Wall Street desde a crise financeira. As ações da Morgan Stanley, por seu lado, recuaram 4,5%.

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