Coronavírus e dados económicos negativos pressionam Wall Street

Os principais índices bolsistas dos EUA fecharam no vermelho pelo segundo dia, com as tecnológicas a sobressaírem pela negativa. O Nasdaq caiu quase 2%.

As ações norte-americanas encerraram no vermelho, com as tecnológicas sobre forte pressão. A condicionar o rumo de Wall Street esteve a subida dos novos casos de coronavírus na China e outros países, mas também a divulgação de dados económicos que mostram que a atividade comercial dos EUA, em fevereiro, recuou.

O S&P 500 perdeu 1,05%, para os 3.337,68 pontos, enquanto o Dow Jones e o Nasdaq recuaram 0,78% e 1,79%, respetivamente, para os 28.992,68 e 9.576,59 pontos.

As quedas na última sessão da semana foram comandadas pelos pesos pesados do setor tecnológico: Apple, Microsoft e Amazon. Sofreram perdas de 2,26%, 3,16% e 2,65%, respetivamente. O setor apresenta um elevado nível de exposição à China e aos efeitos do surto do coronavírus.

A China reportou um disparo nos novos casos de cornavírus esta sexta-feira, enquanto a Coreia do Sul tornou-se no mais recente “ponto quente” do surto, com 100 novos casos, enquanto mais de 80 pessoas tiveram resultados positivos para o vírus no Japão.

Os receios em torno do impacto do surto sobre a economia mundial fez disparar o “índice do medo” e levou os investidores a procurarem refúgio em ativos tidos como mais seguros. O preço do ouro e das obrigações subiram, enquanto os setores mais defensivos como as utillities e o imobiliário, também avançaram.

A elevar o alerta dos investidores esteve ainda a divulgação do índice de compras do setor dos serviços que caiu nos EUA para a fasquia mais baixa desde outubro de 2013, sinalizando uma contração pela primeira vez desde 2016.

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António Costa

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