BRANDS' ECO Quando a regulação puxa pela inovação

  • BRANDS' ECO
  • 26 Fevereiro 2020

O sector financeiro e dos pagamentos tem assistido nos últimos anos a importantes desenvolvimentos graças a um conjunto de disrupções tecnológicas que vieram alterar os paradigmas existentes.

Por um lado, com o aparecimento das fintech, o setor bancário assistiu a uma nova dinâmica, motivada pelo interesse crescente dos clientes por serviços digitais e online. Por outro, ao nível dos pagamentos, a explosão do e-commerce e dos serviços online veio trazer novos desafios, não apenas ao nível da segurança das transações para clientes e comerciantes, mas também ao nível da experiência de compra.

É interessante, neste contexto, termos assistido a um fenómeno que, não sendo absolutamente novo, não deixa de ser, de certa forma, surpreendente. O facto de a tão propalada diretiva de pagamentos, conhecida por PSD2, ter sido um verdadeiro motor da inovação, ao incentivar todos os agentes de mercado para a necessária transformação digital, adotando as tecnologias capazes de responderem aos desafios da disrupção nas cadeias de valor da banca e do comércio.

E se estas mudanças instituídas pela PSD2 pareciam, ao início, uma espécie de Big Bang, a verdade é que, com o tempo e graças às soluções entretanto desenvolvidas pela Mastercard, empresa líder em tecnologia de pagamentos a nível global, foi possível ao setor bancário e aos comerciantes europeus posicionarem-se na vanguarda da inovação dos pagamentos, criando maior segurança e confiança e impulsionando novas oportunidades para negócios e pessoas.

Num momento em que todas as instituições convergem para a transformação digital da indústria, que terá de acontecer até 31 de dezembro deste ano, a infraestrutura global, know-how tecnológico, produtos e uma rede mundial para instituições financeiras, a Mastercard está estrategicamente posicionada para apoiar a banca tradicional e as Fintechs, mas também todos os comerciantes, na adoção de um dos mais importantes aspetos da nova diretiva: a autenticação forte dos clientes, mais conhecida pelo acrónimo SCA (Strong Costumer Authentication).

Paulo Raposo, diretor-geral MasterCard PortugalSam Frost

Na prática, a SCA introduz um conjunto de normas de segurança relativas às últimas tecnologias de pagamentos físicos e online, entre as quais as soluções de autenticação biométricas, e destina-se a garantir a correta identificação do utilizador e da compra que pretende realizar, através de três fatores de autenticação: algo que o utilizador tem (um cartão bancário ou um telemóvel, por exemplo); algo que o utilizador sabe (um PIN ou uma password); e algo que o utilizador é (a sua impressão digital ou o reconhecimento facial, por exemplo).

O futuro passa pelo telemóvel

Quais são as probabilidades de estar a ler este artigo no seu telemóvel? Muito provável, diria. Não há como negá-lo. O smartphone é uma parte integrante das nossas vidas: fazemos scroll, clicamos e compramos e fazemos muito mais do que isso. É, com quase toda a certeza, o equipamento em que mais confiamos e mantê-lo seguro é, ainda, um grande desafio, embora a introdução da autenticação biométrica tenha sido, em grande medida, a solução chave para lhe dar resposta.

Por outro lado, se tivermos em consideração que mais de metade do comércio eletrónico passará, em 2021, pelos smartphones e que a fraude nas compras online cresce ao dobro da velocidade das vendas, é crítico trazer maior segurança para os nossos equipamentos e para a experiência de mobile shopping (m-commerce).

"Estamos prontos para apoiar as tendências atuais e futuras, por mais disruptivas que pareçam; desde a ascensão de empreendedores influentes, que desejam negociar diretamente com seus seguidores em plataformas emergentes ou em aumentar a segurança de plataformas estabelecidas.”

A solução está, precisamente, na SCA. E é por isso que os comerciantes têm de adotar, gradualmente até ao final deste ano, as novas tecnologias como a EMV 3DS, enquanto que os emissores de cartões terão de permitir o acesso dos consumidores às novas soluções biométricas de autenticação.

De forma simples, o aumento da utilização da biometria e da SCA assinala um momento 2.0 – uma oportunidade real de salvaguarda do m-commerce, de tal forma simples que era inconcebível quando o e-commerce apareceu, no princípio dos anos de 1990. Fundamentalmente, estas soluções inovadoras estão prontas e disponíveis já hoje! Todos nós temos acesso à tecnologia para fazermos pagamentos biométricos, com todos os benefícios associados e que são, no fundo, a ambição da SCA. E nós estamos prontos para apoiar as tendências atuais e futuras, por mais disruptivas que pareçam; desde a ascensão de empreendedores influentes, que desejam negociar diretamente com seus seguidores em plataformas emergentes ou em aumentar a segurança de plataformas estabelecidas.

Na prática, todas as inovações que a Mastercard já disponibiliza aos seus parceiros e que respondem aos desafios da PSD2 têm três objetivos principais: melhorar a experiência dos consumidores, aumentar a taxa de aprovações nos pagamentos e reduzir a fraude.

Por Por Paulo Raposo, diretor-geral da Mastercard em Portugal

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