Hoje nas notícias: Centeno, descentralização e Vaz das Neves

  • ECO
  • 27 Fevereiro 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O dia começa com boas notícias para as autarquias, depois de o Governo ter decidido adiar por mais um ano a transferência de competências. Mas há também más notícias, principalmente para os enfermeiros, que se queixaram ao Presidente da República pelo facto de após vários anos de carreira e de exercerem posições de chefia, voltaram à categoria mais baixa se abandonarem o cargo de enfermeiros-chefe. Destaque ainda para a entrevista de Mário Centeno, em que o ministro das Finanças refere que o Governador do Banco de Portugal não tem de ser um técnico.

Governador do Banco de Portugal não tem de ser um técnico, diz Centeno

O ministro das Finanças defende que o governador do Banco de Portugal não tem de ser um técnico, sendo que “é um ator político da maior relevância”. Mário Centeno tem sido apontado como uma possível figura para ocupar o cargo, mas questionado sobre o assunto garante que não houve conversas no Governo sobre essa posição. Para o ministro das Finanças, este não é o momento de refletir sobre o futuro, nem no Governo nem no Eurogrupo. Leia a notícia completa na Visão (acesso pago)

Ex-presidente da Relação fez julgamento privado no tribunal para ganhar 280 mil

O ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Vaz das Neves, usou o salão nobre deste edifício para um julgamento privado, um litígio entre o grupo Altis e o fundo de investimento imobiliário Explorer, que lhe valeu 280 mil euros. Luís Vaz das Neves, que está indiciado por corrupção e abuso de poder na Operação Lex, tem uma empresa através da qual presta serviços de arbitragem extrajudicial. Leia a notícia completa em Público (acesso pago)

Câmaras ganham mais um ano para passar a gerir escolas e centros de saúde

As autarquias vão ganhar mais um ano para passarem a gerir escolas e centros de saúde. Isto porque o Governo está sensível aos argumentos da “Declaração de Rivoli” e recuou, adiando a transferência de competências. O prazo desta transferência passa, assim, para o primeiro trimestre de 2022, uma data que agrada aos líderes dos municípios, que reclamavam novos prazos. Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (link indisponível)

Enfermeiros voltam ao início da carreira se deixarem chefia

Muitos enfermeiros estão a ser confrontados com o facto de, após vários anos de carreira e de exercerem posições de chefia, voltarem automaticamente à categoria mais baixa devido à transição para a nova carreira especial de enfermagem que ocorreu em 2019. Na prática, é como se regressassem ao início da carreira, uma vez que não ficam posicionados na categoria de especialista nem de gestor, mas sim de enfermeiro. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado)

No pior cenário, coronavírus “vai reduzir a velocidade” do turismo

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAV) alerta que, se a crise do coronavírus persistir até ao verão, isso trará consequências para o turismo nacional. “Não sei se gripa, mas vai reduzir a velocidade”, disse Pedro Costa Ferreira. Mas, nos piores cenários, continuou, “todo o modelo económico mundial vai ter dificuldades”. Leia a notícia completa na Renascença

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Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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