Combustíveis não custam o mesmo em todo o lado. Veja os preços em cada distrito

Os preços dos combustíveis variam de posto para posto, mas também de distrito para distrito. A ERSE revela os valores em cada um deles, salientando que há diferenças que chegam a 5 cêntimos por litro.

Tal como um apartamento não custa o mesmo em Lisboa, Évora, Bragança ou Faro, também um litro de combustível tem um preço diferente em diferentes zonas do país. São pequenas as variações, mas existem. E é no litoral onde os condutores portugueses têm de suportar os custos mais elevados na hora de abastecer, salvo raras exceções.

De acordo com dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), “embora pouco diferenciados, os preços médios de gasolinas 95 e gasóleos simples revelam algumas diferenças regionais“.

Considerando os valores médios registados no primeiro mês do ano, o litro da gasolina simples de 95 octanas foi de 1,569 euros, acima dos 1,456 euros no caso do gasóleo simples. A diferença de valor entre o preço médio nacional e o preço médio nos distritos portugueses para a gasolina simples 95 e gasóleo simples é mais elevada nos distritos do litoral“, diz o regulador do setor energético.

Ainda que seja uma realidade, há exceções. Aveiro, Braga e Coimbra apresentam valores aquém da média, enquanto, por exemplo, em Lisboa os preços da gasolina e do gasóleo são 0,7% e 0,9%, respetivamente, acima da média. No Porto, os valores médios são 0,1% e 0,4%, respetivamente, superiores aos da generalidade do país.

"A diferença de valor entre o preço médio nacional e o preço médio nos distritos portugueses para a gasolina simples 95 e gasóleo simples é mais elevada nos distritos do litoral.”

ERSE

Lisboa está entre os distritos mais caros, mas a ERSE aponta outros. Beja e Bragança são os distritos onde os combustíveis rodoviários se verificaram mais caros face ao preço médio nacional”, sendo que em Beja a diferença é de 1,5%. Neste distrito, o litro da gasolina custa 1,594 euros, enquanto o de diesel chega aos 1,478 euros, em média.

Ao contrário, “Aveiro, Braga, Santarém e Castelo Branco são os distritos com gasolinas e gasóleos mais baratos“, nota o regulador do setor, salientando que apesar de existirem diferenças entre distritos, estas são reduzidas. “Em mais de metade dos distritos, a diferença de preços médios por litro de combustível não ultrapassa os 5 cêntimos”, remata.

Preços dos combustíveis são mais elevados no litoral

Ninguém bate os hipermercados

Os valores médios dos combustíveis consideram os preços praticados por todos os operadores neste mercado, sendo que como é um mercado liberalizado, cada um deles pode praticar os valores que entender. Regra geral, os preços seguem a evolução das cotações do petróleo, mas também dos seus derivados, sendo preciso contar ainda com o fator cambial, mas cada posto pode subir mais, ou descer mais, os preços do que aquilo que resulta do cálculo com base nas cotações nos nos mercados internacionais. Ou têm uma margem maior ou menor.

"Os hipermercados são os operadores com preços mais competitivos.”

ERSE

Segundo a ERSE, é nos postos de abastecimento das empresas do setor que os preços dos combustíveis são mais elevados, seja na gasolina, seja no caso do gasóleo. Seguem-se os postos low cost, mas ninguém bate os hipermercados.

“Os hipermercados são os operadores com preços mais competitivos, tendo em média disponibilizado ao consumidor no mês de janeiro gasolina simples 95 a 1,482 euros por litro”, enquanto o diesel custou 1,352 euros. Nos low cost os valores da gasolina foram 5% inferiores aos dos postos de abastecimento que operam sob insígnia de uma companhia petrolífera, enquanto no diesel a poupança foi de 6,5% face aos postos de marca.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Combustíveis não custam o mesmo em todo o lado. Veja os preços em cada distrito

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião