Covid-19: Pressão sobre seguros de saúde em Wuhan é gerível

  • ECO Seguros
  • 2 Março 2020

As reclamações relativas ao coronavírus na região chinesa considerada epicentro da epidemia deverão ser cobertas pelo seguro de saúde, que corresponde a uma pequena parte do mercado de seguros.

O número de titulares de apólices de seguro saúde residentes em Wuhan, o epicentro do surto que teve origem conhecida na China, é pouco significativo pelo que “o volume de reivindicações de seguros é gerível”, considera a agência Moody’s em análise citada na imprensa.

Apenas 4% dos prémios de seguro subscritos na China cobrem a China central, onde a cidade de Wuhan está localizada, na província de Hubei. A maior parte da penetração do seguro ocorre nas cidades costeiras mais afluentes, onde o coronavírus tem tido pouco impacto.

Por isso, os analistas preveem que haja um impacto mínimo no setor de seguros de saúde na China. Além disso, o governo chinês planeia cobrir custos que excedem os valores das apólices existentes através de subsídios governamentais. Finalmente, o resseguro poderia cobrir parcialmente as perdas das seguradoras.

Ainda, prevê-se que as vendas no ramo de seguros Vida tenham um efeito negativo devido a, pelo menos, 55 milhões de pessoas colocadas em quarentena e à subsequente perda de negócios no setor do consumo. Mas, espera-se também que o impacto monetário seja apenas temporário, contando que a epidemia seja contida

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizados no passado dia 27 de fevereiro, a província de Hubei, na China, onde habitam cerca de 59,2 milhões de pessoas, era a região com o maior número de casos confirmados (65 597) e de vítimas mortais (2 641) em consequência de contágios, desde o início da epidemia.

Na região, a média diária de casos suspeitos e diagnósticos positivos ultrapassam os 400 e o número de mortes pelo Covid-19 era de 26 pessoas por dia à data da estatística publicada pela OMS.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Covid-19: Pressão sobre seguros de saúde em Wuhan é gerível

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião