Siza Vieira pede “reflexão” na geringonça para garantir estabilidade

  • ECO
  • 7 Março 2020

Em entrevista ao Expresso, o ministro critica os partidos à esquerda por alinharem com o PSD em maiorias negativas. Diz que a solução governativa "pode ser posta em causa a qualquer momento".

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, rejeita que haja uma situação de crise no Governo, mas admite que há um desafio governativo para aprofundar a relação com os parceiros da geringonça. Em entrevista ao Expresso (acesso pago), o socialista aponta a necessidade de reflexão entre os parceiros, depois de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa ter feito as mesmas críticas.

Não estamos propriamente num país no caos ou que não é governado, pelo contrário. A economia está a crescer, os rendimentos das famílias estão a aumentar, os salários estão a crescer. Quando se pergunta «como é que se governa isto?» Está a ser governado”, diz Siza Vieira ao semanário. O presidente da República pediu, esta semana, maior previsibilidade e alertou o Governo de que Portugal não pode viver, no início da legislatura, um tempo com “sabor” de fim de legislatura, enquanto as coligações negativas têm criado impasses nos planos do Executivo, incluindo a linha circular do metro de Lisboa, o aeroporto do Montijo ou o regime das parcerias público-privadas..

Siza Vieira defende que é preciso uma “reflexão sobre a forma como os partidos da chamada geringonça mais o PAN devem criar condições de trabalho nesta nova legislatura, porque este comportamento do PSD nos deve obrigar todos a pensar”, apontou. “Devemos todos pensar se aquilo que queremos é permitir que estes episódios recentes — que não são criados nem pelo Governo nem pelos parceiros da geringonça — permitam que se pense que a solução governativa que os portugueses claramente gostam, é uma solução instável e uma solução que pode ser posta em causa a qualquer momento. Não acho que isto corresponda a um sentimento profundo do eleitorado“, acrescentou o ministro, ao Expresso.

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