Governos da UE são 31% femininos. Só dois países têm mais mulheres que homens

Portugal é o nono país da UE com maior percentagem de mulheres face ao total do Governo: 36%, segundo mostram dados do Eurostat divulgados no Dia Internacional da Mulher.

Os membros dos Governos da União Europeia (UE) que são mulheres representavam 31% do total, no final de 2019. A proporção representa uma subida face aos 23% registados em 2003, segundo os dados divulgados pelo Eurostat este domingo, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

Apenas na Finlândia e na Suécia, é que a percentagem de mulheres ficava acima do número de homens: 58% no caso do Governo finlandês e 52% no sueco. Já Espanha e Áustria, tinham o mesmo número de cada sexo nos seus Governos. A partir daí, a percentagem vai caindo, até aos 9% de mulheres em Malta, 10% na Grécia ou 13% na Estónia, que fecham a lista. Portugal é o nono país da UE com maior percentagem de mulheres face ao total do Governo: 36%.

“O número de presidentes e primeiras-ministras femininas nos países da UE também cresceu entre 2003 e 2019”, sublinha o relatório do Eurostat. “Em 2019, havia quatro chefes de governo (15%) femininas, enquanto não havia nenhuma em 2003. No entanto, ao longo deste período de 15 anos, a percentagem de mulheres chefes de governo na UE nunca excedeu esta percentagem, o que significa que nunca houve mais do que quatro mulheres nesta posição ao mesmo tempo“.

Já no que diz respeito aos Parlamentos nacionais de cada país da UE, o cenário não é muito diferente. Um em cada três parlamentares é mulher, o que representa 32% dos lugares. A percentagem aumentou aos 21% registados em 2003. Também neste caso, é entre os países nórdicos que se veem percentagens mais elevadas, com a Suécia a liderar (48%), seguida da Finlândia (47%), Bélgica e Espanha (ambos com 42%). Do outro lado da lista encontram-se a Hungria (12%), Malta (15%) e o Chipre.

Fonte: Eurostat

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governos da UE são 31% femininos. Só dois países têm mais mulheres que homens

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião