Hidrogénio verde vai criar “mais de mil” empregos em Sines

  • Lusa
  • 8 Março 2020

O secretário de Estado da Energia, João Galamba, falava este domingo em Sines, no decorrer do Fórum Social, iniciativa promovida pelo Sindicato das Indústrias, Energias, Serviços e Águas de Portugal.

O secretário de Estado da Energia, João Galamba, disse este domingo que o projeto de instalação de uma fábrica de hidrogénio verde em Sines, no distrito de Setúbal, vai permitir criar mais de mil postos de trabalho até 2030.

“A transição energética no Complexo de Sines não implicará uma redução líquida do número de postos de trabalho, mas um aumento do número líquido de postos de trabalho. O projeto do hidrogénio é uma grande oportunidade industrial e de emprego para o país e o saldo é claramente positivo que implicará a criação de mais de mil postos de trabalho”, afirmou.

O governante falava este domingo em Sines, no decorrer do Fórum Social, iniciativa promovida pelo Sindicato das Indústrias, Energias, Serviços e Águas de Portugal (SIEAP), para debater o encerramento da Central Termoelétrica de Sines e as consequências sociais e económicas para a região do litoral alentejano.

No encontro, que contou com a participação dos autarcas dos concelhos de Sines e Santiago do Cacém, dirigentes sindicais e do diretor da central de Sines da EDP, o secretário de Estado da Energia adiantou que o Governo está a trabalhar em duas áreas para minimizar o impacto social provocado pelo encerramento da produção da central termoelétrica em 2023.

Dando como exemplo as medidas adotadas no ‘Cluster’ Aeronáutico de Évora, João Galamba adiantou que o Governo “irá inscrever no seu Programa Nacional de Energia e Clima um conjunto de iniciativas para reaproveitar, formar e ajudar os trabalhadores para os dotar de formação específica nessa área”.

Nesse sentido, durante o fórum, que se realizou no Centro de Artes de Sines, foi assinado um protocolo entre o Fundo Ambiental e o Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), com um montante de 100 mil euros, para a realização de um estudo de requalificação profissional dos trabalhadores das centrais a carvão do Pego e de Sines.

Em declarações à agência Lusa, à margem do encontro, o governante reforçou que estas iniciativas “servem para mostrar aos trabalhadores que hoje têm uma incerteza em relação ao seu futuro que o Governo está a trabalhar para trazer investimentos muito significativos a esta região que permitirão mostrar que a transição energética pode ser uma oportunidade e não uma ameaça”.

Reconhecendo que “estas oportunidades” não chegarão “a todos” os trabalhadores da central termoelétrica de Sines, por se encontrarem “em situações de pré-reforma ou até de reforma”, o governante adiantou que as medidas irão beneficiar “os trabalhadores mais novos”.

“Para aqueles que sejam mais novos e para quem o futuro profissional não acabará com esta central, poderão continuar a imaginar a sua vida em Sines, no setor da energia, que terá muitas oportunidades e que estamos a trabalhar para, na medida do possível, integrar a maioria dos trabalhadores nesses novos investimentos”, garantiu.

O encerramento da produção da central termoelétrica de Sines, previsto para 2023, abrangerá um universo de 500 trabalhadores, entre trabalhadores diretos e indiretos. Ainda de acordo com o governante, o projeto para a instalação de uma unidade industrial de transformação de hidrogénio verde, em Sines, terá início em 2021, estando previsto “o início da produção em 2022″.

“O que está planeado é que o projeto se inicie em 2021 e, em 2022, em princípio, já haverá produção de hidrogénio em Sines, obviamente, ainda numa escala que será diferente daquela que se perspetiva para 2030 porque é um projeto por fases”, avançou.

Uma das dimensões do projeto, adiantou, “passa por uma parceria com o Governo da Holanda e terá uma vertente de exportação significativa, sendo uma oportunidade para o porto de Sines se requalificar e se dotar de um conjunto de infraestruturas ou converter algumas que já existem para que Sines seja um grande ‘hub’ de produção e de exportação de hidrogénio”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Hidrogénio verde vai criar “mais de mil” empregos em Sines

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião