Recuperação europeia dá ganhos de 7% ao PSI-20. Disparo de 12% da EDP lidera

A sessão está a ser de forte recuperação após o selloff das ações europeias. O índice português chegou a mínimos de 24 anos, mas segue esta sexta-feira em alta.

Após um dos maiores selloffs de sempre nas bolsas europeias, a sessão está a ser de recuperação. Governos e bancos centrais estão a anunciar uma série de medidas para travar o impacto da pandemia de coronavírus na economia global e as ações reagem em alta. O índice português PSI-20 dispara 7,5% para 4.086,93 pontos, com a energia a impulsionar.

A EDP Energia lidera os ganhos com um disparo de 12% para 3,86 euros, enquanto a EDP Renováveis avança 10% para 10,96 euros e a Galp Energia ganha 9% para 9,19 euros. Estas têm sido das empresas mais penalizadas pelo surto de coronavírus, que levou esta quinta-feira a bolsa de Lisboa para o valor mais baixo em 24 anos. Na série de seis sessões em queda, o PSI-20 tinha perdido mais de 15 mil milhões de euros, dos quais quase dois terços eram destas três gigantes da energia.

Começou agora a recuperação, com as bolsas a corrigirem e a reagirem em alta aos anúncios de medidas de mitigação. Em simultâneo, o petróleo está também a ajudar, com o Brent de referência europeia a ganhar 5% para próximo dos 35 dólares por barril.

EDP dispara 12%

A par da energia, todas as cotadas do PSI-20 seguem em terreno negativo. O BCP, que tocou o valor mais baixo de sempre na quinta-feira, sobe 6,5% para 0,1205 euros, enquanto no retalho a Jerónimo Martins sobe 5,6% e a Sonae 5,37%. A Nos ganha 7,2% e a Mota-Engil sobe 8,7%.

“Os mercados chegaram a um ponto em que, num horizonte de seis a 12 meses, a recompensa pelo risco está a mudar positivamente. A questão principal é se a recessão irá acontecer na segunda metade do ano. Se acontecer, é possível que os mercados caiam um pouco mais“, diz Rupert Thompson, head of research da gestora de ativos Kingswood, à Reuters.

Ainda a tentar avaliar o que esperar do futuro, nomeadamente se os estímulos que estão a ser lançados irão travar o impacto económico do surto, os ganhos são generalizados. O índice europeu Stoxx 600 dispara 7,2%, o alemão DAX avança 6,7% e o francês CAC 40 sobe 7%. Os futuros de Wall Street indicam que também os EUA deverão abrir em alta.

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