PSI-20 afunda 10% para mínimos de 24 anos. Perde 5,5 mil milhões de euros

Há seis sessões que o índice lisboeta está em queda livre, acumulando já perdas de mais de 15 mil milhões de euros. Uma vaga de desvalorizações inunda as cotadas do PSI-20.

As bolsas europeias viveram um novo mini-crash esta quinta-feira, e a praça lisboeta não escapou à razia. Nesta sessão, “desapareceram” da bolsa de Lisboa mais de 5,5 mil milhões de euros, com o PSI-20 a mergulhar 10% para mínimos de 24 anos. Há seis sessões que o índice lisboeta está em queda livre, acumulando já perdas de mais de 15 mil milhões de euros. Uma vaga de mínimos inundou as cotadas do PSI-20.

Foi uma debandada no mercado, com os investidores a fugirem dos ativos de risco perante o agudizar da pandemia do Covid-19. Os estímulos do Bancos Central Europeu (BCE) anunciados esta quinta-feira também não foram suficientes para trazer tranquilidade ao mercado.

O PSI-20 desvalorizou 9,76%, para os 3.805,92 pontos, nesta sessão, com todas as cotadas no vermelho e oito a tombarem acima de 10%. No resto da Europa, as perdas foram ainda mais acentuadas, chegando até aos 14,9% registados pela bolsa de Milão. Já o espanhol IBEX derrapou 13,83%, o CAC francês caiu 11,1%, próximo do recuo de 11,4% do alemão DAX.

Houve sobretudo dois fatores que acabaram por conduzir à hecatombe bolsista na Europa. O arranque do dia foi marcado de forma negativa pela decisão da administração de Trump anunciar o fecho da “fronteira aérea” com a Europa como forma de tentar travar a propagação do coronavírus. Foi a derrocada para os títulos mais ligados ao setor do turismo e em particular às companhias de aviação.

Já no final da manhã, o BCE anunciava um pacote de estímulos que prevê o aumento do programa de compra de dívida e mais medidas de apoio a empresas e bancos, mas manteve a taxa de juro dos depósitos em -0,5%. O mercado estava à espera de mais.

Os índices europeus, que já singravam pelo vermelho, acentuaram ainda mais as perdas.

Por Lisboa, oito dos 18 títulos do PSI-20 acabaram por terminar a sessão com perdas acima de 10%. As grandes cotadas da bolsa de Lisboa acabaram por pesar de uma forma muito negativa no índice de referência.

A EDP derrapou 13,84%, para os 3,475 euros, enquanto a sua participada EDP Renováveis tombou 11,6%, para os 10,06 euros. Acima de 10% também foram as perdas registadas pela Galp Energia. As suas ações recuaram 10,09%, para os 8,45 euros, acima das quedas de 5% das cotações do petróleo nos mercados internacionais.

Já o BCP renovou mínimos históricos, com as suas ações a fecharam com um recuo de 9,23%, para os 11,31 cêntimos.

Banco liderado por Miguel Maya nunca valeu tão pouco

(Notícia atualizada às 17h11)

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