Trump fecha porta à Europa. Proíbe viagens durante um mês

Acusado de não estar a fazer o suficiente para travar o vírus, Donald Trump decidiu, esta madrugada, avançar com a suspensão de todas as entradas de viajantes com origem na Europa por 30 dias.

Os EUA fecharam a porta. Com o coronavírus a espalhar-se no país, Donald Trump tomou a decisão de suspender as entradas de todos os viajantes com origem na Europa, excetuando os do Reino Unido. Medida vai ter a duração de 30 dias.

“Para impedir que novos casos entrem no nosso solo, vamos suspender todas as viagens da Europa para os Estados Unidos nos próximos 30 dias”, anunciou Trump numa declaração ao país feita às 21h00 em Washington, madrugada em Lisboa. Esta suspensão arranca já à meia-noite desta sexta-feira.

A “União Europeia falhou em travar o surto”, atirou Donald Trump, acusando o Velho Continente de ser o responsável pelo aumento do número de casos de infeção em território norte-americano.

A Segurança Interna dos EUA esclareceu mais tarde que as novas restrições de viagens se aplicariam apenas à maioria dos estrangeiros que estiveram no Espaço Schengen 14 dias antes da chegada programada ao território norte-americano.

"Para impedir que novos casos entrem no nossos solo, vamos suspender todas as viagens da Europa para os Estados Unidos nos próximos 30 dias.”

Donald Trump

Presidente dos EUA

Os países signatários do Acordo de Shengen, a partir do qual os territórios permitem a livre circulação de pessoas, são os seguintes:

  • Alemanha,
  • Áustria,
  • Bélgica,
  • Dinamarca,
  • Eslováquia,
  • Eslovénia,
  • Espanha,
  • Estónia,
  • França,
  • Finlândia,
  • Grécia,
  • Hungria,
  • Islândia,
  • Itália,
  • Letónia,
  • Lituânia ,
  • Luxemburgo,
  • Liechtenstein,
  • Malta,
  • Noruega,
  • Holanda,
  • Polónia,
  • Portugal,
  • República Checa,
  • Suécia,
  • Suíça.

De fora desta proibição fica apenas o Reino Unido, mas também os cidadãos norte-americanos que regressem ao país, sendo que terão de ser sujeitos a rastreios para despistagem do coronavírus.

A decisão do presidente norte-americano de banir estes voos prende-se com agudizar do surto no Velho Continente, onde se registam já milhares de casos de infeção, bem como mortes provocadas pelo coronavírus. Nos EUA, já morreram quase quatro dezenas de pessoas.

O coronavírus, identificado na China no final do ano passado, já infetou mais de 150 mil pessoas em todo o mundo, tendo provocado a morte a mais de quatro mil. A Organização Mundial de Saúde decidiu declarar o coronavírus como pandemia. Até aqui, este surto era considerado uma epidemia mas, com o aumento do número de casos por todo o mundo, a OMS considerou necessário atualizar esta classificação.

(Notícia atualizada às 7h20 com mais informação)

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