Trump antecipa recessão nos EUA. Crash de 13% em Wall Street na pior sessão desde 1987

Bolsas norte-americanas tiveram pior dia desde o crash de 20% em 1987. Trump acelerou descida vertiginosa depois de ter antecipado que os EUA vão entrar em recessão devido ao surto do coronavírus.

Donald Trump deixou esta segunda-feira novas recomendações para combater o coronavírus, que também se vai espalhado do outro lado do Atlântico a um ritmo preocupante: as pessoas devem evitar grupos de dez, devem também limitar as viagens às necessárias, e restringir as idas aos bares, restaurantes e outros estabelecimentos de comida.

Mas ao mesmo tempo que anunciou um aperto das regras que visam travar o surto, o Presidente norte-americano também deixou a mensagem de que a economia deverá muito provavelmente entrar em recessão por causa das restrições. Wall Street foi ao fundo e registou a pior sessão desde a “Segunda-feira Negra” de 1987, em que afundou 20% num só dia.

“Decidimos apertar as regras para neutralizar o surto do vírus”, disse. “É melhor estar à frente dos acontecimentos”, disse, adiantando que a Administração está a considerar restrições nos voos domésticos, uma decisão que espera não ter de tomar, ainda assim.

Foi neste cenário que Wall Street viveu novo dia de vertigens. O índice industrial Dow Jones tombou 13,21% para 20.123,92 pontos, uma queda de mais de 3.000 pontos. Também o S&P 500 caiu 12,07% para 2.383,82 pontos e o tecnológico Nasdaq cedeu 12,46%.

A sessão já tinha arrancado no vermelho, com perdas de 7%, com os investidores preocupados com o atual estado das coisas, isto depois de vários bancos mundiais terem anunciado uma ação concertada para fornecer liquidez em dólares ao sistema financeiro. Também a Reserva Federal americana comunicou um novo corte dos juros para apoiar a economia, apanhando o mercado de surpresa e lançando maior desconfiança em relação ao potencial impacto económico do Covid-19.

O número de mortes relacionadas com o novo coronavírus excedeu os 7.000 em todo o mundo, após o anúncio pela Itália de 349 novos óbitos

(Notícia atualizada às 20h24)

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