Petróleo recupera 5%, mas continua abaixo dos 30 dólares

A forte volatilidade deve-se aos sinais que vão ser dados ao mercado sobre a quebra na procura causada pelos efeitos da pandemia do novo vírus na economia.

O preço do petróleo recupera dos mínimos de duas décadas tocados na quarta-feira. O barril valoriza mais de 5%, esta quinta-feira, nos mercados internacionais, mas continua abaixo dos 30 dólares. A forte volatilidade deve-se aos sinais que vão ser dados ao mercado sobre a quebra na procura causada pelos efeitos da pandemia do novo vírus na economia.

O brent negociado em Londres sobe 6,7% para 26,50 dólares por barril, após ter afundado na quarta-feira para 24,52 dólares (o valor mais baixo desde 2003). Já o crude WTI dispara 13% para 23,07 dólares, depois do tombo de 25% para 23,52 dólares (em mínimos desde 2002).

A recuperação está associada, por um lado, a uma correção do mercado e, por outro, aos desenvolvimentos na guerra entre os maiores produtores de petróleo do mundo, que arriscam inundar o mercado numa altura de perturbações na procura. O Senado norte-americano pediu esta quarta-feira à Arábia Saudita e à Rússia que parem a guerra de preços e que negoceiam em Washington. Caso não aconteça, o Senado autorizou o presidente Donald Trump a impor um embargo petrolífero a ambos os países.

Os ganhos poderão, no entanto, ser temporários devido à forte volatilidade no mercado causada pela disseminação do coronavírus. Os preços do petróleo reagem indiretamente também aos estímulos que vão sendo anunciados por Governos e bancos centrais.

No dia em que o número de infetados a nível global ultrapassou os 200 mil, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um pacote de emergência de 750 mil milhões, por exemplo. Já nos EUA, foram anunciados 500 mil milhões de dólares para as famílias.

Os estímulos monetários e orçamentais poderão fazer pouco pela recuperação da procura a níveis normais, mas ajudam a reconstruir a confiança em que a economia global irá estar numa posição melhor quando o vírus for ultrapassado“, disse Edward Moya, senior market analista da OANDA à Reuters.

Brent corrige em Londres

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