Petróleo afunda mais de 20% para mínimos de 18 anos

Petróleo está a afundar em Nova Iorque. Preço cai mais de 20% para mínimos de 2002. Covid-19 está a quebrar a procura pela matéria-prima numa altura em que mercado vai ser inundado pelos sauditas.

O barril de petróleo está a afundar mais de 20% nos mercados internacionais, registando o valor mais baixo em quase duas décadas, perante a quebra na procura por causa dos efeitos devastadores da pandemia do novo vírus na economia.

O Crude negociado em Nova Iorque afunda 24,4% para 20,37 dólares por barril, o preço mais baixo desde fevereiro de 2002. É a terceira pior sessão de sempre.

Deste lado do Atlântico, o barril de Brent, que serve de referência para as importações nacionais, recua 14,1% para 24,67 dólares, negociando ao valor mais baixo desde 2003.

Não só a quebra na procura, devido ao travão na economia por causa do surto do Covid-19 em muitos países, está a provocar uma descida vertiginosa da cotação da matéria-prima. Também o aumento da oferta, depois de a Arábia Saudita ter anunciado que vai subir a produção, em retaliação contra a Rússia –que não concordou com um novo corte na produção, além do que está atualmente em vigor–, está a inundar o mercado com barris, pressionando os preços.

A condicionar ainda mais a cotação está o facto de no final deste mês terminar o acordo da OPEP+ para limitar a produção com o objetivo de estabilizar o preço do ouro negro. “O mercado de petróleo está prestes a inundar-se com o excesso de barris“, disse o Bank of America, numa nota enviada aos clientes.

Brent cai abaixo dos 25 dólares

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