Governo já deu ok ao lay-off na TAP. Cerca de 90% dos trabalhadores vão para casa com dois terços do salário

A TAP vai comunicar hoje aos trabalhadores a passagem à situação de lay-off pelo menos durante o mês de abril. O corte de salário será de um terço,

O Governo já deu o seu consentimento a proposta da comissão executiva da TAP para um lay-off de larga escala na companhia, apurou o ECO junto de fontes que acompanham o processo. Era a peça que faltava para a formalização do recurso a um mecanismo que permitirá mandar para casa entre 85% e 95% dos trabalhadores num momento em que a TAP tem a quase totalidade dos aviões em terra.

O recurso ao lay-off na TAP era inevitável. Os custos com pessoal na companhia aérea detida em 50% pelo Estado e em 45% pelo consórcio privado Atlantic Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa são da ordem dos 60 milhões de euros por mês, e com este lay-off será possível uma poupança da ordem dos 25 milhões de euros. Este lay-off vai abranger todas classes profissionais, incluindo pilotos e pessoal de bordo. Terá também incidência sobre os trabalhadores da parte comercial e da manutenção.

Qualquer que venha a ser o subsídio do Estado neste lay-off, a TAP vai limitar o corte a um terço do salário a todos os trabalhadores naquele regime, por isso, em muitos a companhia terá de fazer um pagamento suplementar para compensar o que o Estado não paga — o teto máximo de apoio público é de 1905 euros por trabalhador — e para garantir assim os dois terços do salário.

Esta segunda-feira, a decisão do recurso ao lay-off foi apresentada pela administração da companhia aérea aos sindicatos e à Comissão de Trabalhadores, com a presença de Miguel Frasquilho, presidente do conselho, e Antonoaldo Neves, presidente executivo. Agora, depois do suporte do Governo, serão os próprios trabalhadores, diretamente, a serem informados da decisão e dos respetivos termos.

Nas reuniões desta segunda-feira com os sindicatos, a administração da TAP deixou saber que o recurso ao lay-off será usado em abril e eventualmente maio. O prolongamento deste regime dependerá, claro, do nível de recuperação da atividade da TAP em junho.

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