CFO portugueses preocupados com recessão global. Contenção de custos é o foco

A maioria dos administradores financeiros portugueses inquiridos num estudo da PwC prevê que o Covid-19 impacte negativamente as receitas e lucros este ano.

A maioria dos administradores financeiros das principais empresas em Portugal estão preocupados com a possibilidade de uma recessão global, devido à pandemia do novo coronavírus. Mais de dois terços dos 91 inquiridos que responderam ao inquérito da consultora PwC prevê que o Covid-19 impacte negativamente as receitas e lucros este ano.

Perante este cenário, as principais medidas a serem tomadas são no sentido de contenção de custos, referida por mais de metade dos inquiridos no “Covid-19 CFO Pulse Survey”, bem como de diferir ou cancelar investimentos já planeados e de ajustes às orientações iniciais.

Os Chief Financial Officers (CFO) portugueses deverão avançar para medidas, no próximo mês, que envolvem “a redução da produção, devido à pouca capacidade de trabalho remoto, alterações e rotação no pessoal, devido à redução da procura e lay-offs“, nota a empresa de consultoria e auditoria, em comunicado.

Principais medidas financeiras tomadas face a pandemiaPwC

Aproximadamente metade dos administradores financeiros portugueses inquiridos, entre os dias 23 e 25 de março, neste estudo que obteve 91 respostas, estimam que deverá levar entre um a três meses para voltar à normalidade. Já cerca de um quinto considera que ainda é muito cedo para conseguir avaliar a verdadeira dimensão do impacto da pandemia no negócio.

“A solvência mantém-se como prioridade diante de uma potencial desaceleração económica global e podemos esperar outras ações financeiras relevantes, destinadas a manter a resiliência dos negócios, durante a próxima semana”, aponta António Rodrigues, partner da PwC, citado em comunicado.

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