Banca já aprovou mais de 800 operações na linha de crédito Capitalizar Covid-19. Está quase esgotada

Já foram aprovados 365 milhões de euros da primeira linha de crédito lançada pelo Governo para ajudar empresas em dificuldades por causa da pandemia.

Já foram aprovadas mais de 800 operações, num valor total de 365 milhões de euros, no âmbito da primeira linha de crédito lançada pelo Governo para apoiar as empresas afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Ministério da Economia e Transição Digital. A linha, que foi duplicada a semana passada, está assim novamente perto do limite (400 milhões de euros), apesar da taxa de juro cobrada poder chegar aos 3,2%.

“À data, foram já aprovadas 817 operações, correspondentes a 365 milhões de euros e com um período médio de aprovação de cinco dias, resultante de um enorme esforço para responder rapidamente às empresas e aos seus trabalhadores”, dá conta um comunicado do gabinete do ministro Siza Vieira.

Os dados referem-se à Linha de Crédito Capitalizar 2018-COVID-19 lançada a 12 de março, como primeira resposta de apoio à liquidez das empresas, com uma dotação inicial de 200 milhões de euros. Entretanto, esse valor foi incrementado para 400 milhões já a 27 de março.

Assim, está praticamente adjudicada a quase totalidade do valor disponibilizado por esta linha de crédito distribuída pelos bancos nacionais.

Depois desta linha de crédito, o Governo lançou outras quatro no valor global de 3 mil milhões de euros, destinadas a permitir o financiamento, em melhores condições, a empresas com atividade nos setores mais afetados pela pandemia: turismo, restauração e indústria. Linhas que têm um custo associado de 3%, isto porque as empresas vão ter de suportar um spread de 1% a 1,5%, ainda que a taxa de juro seja negativa (normalmente Euribor a seis meses -0,3%), mais uma comissão de garantia mútua que pode ir até 1%, valores aos quais acresce uma comissão pela gestão do dossier de 0,5% que o banco pode cobrar.

No comunicado, o Ministério da Economia esclarece relativamente a essas quatro linhas que “as instituições bancárias não procederão à aprovação de mais operações“. O Governo aguarda agora luz verde para lançar novas linhas, lembrando que notificou a Comissão Europeia no sentido de avançar com novos apoios à tesouraria das empresas, nomeadamente nos setores do comércio e dos serviços.

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