Espanha tem subida mensal histórica do número de desempregados

  • Lusa
  • 2 Abril 2020

Dados do Ministério do Trabalho, Migrações e Segurança Social de Espanha revelam que 833.979 pessoas deixaram de descontar para a Segurança Social.

O número de desempregados inscritos nos serviços públicos de emprego espanhóis aumentou em 302.265 pessoas em março, alcançando um total de 3,54 milhões, o maior aumento da história de Espanha, explicado pelo impacto da covid-19.

Por outro lado, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, Migrações e Segurança Social de Espanha, 833.979 pessoas deixaram de descontar para a Segurança Social, o que também significa a maior descida mensal do número de inscritos, que no final de março eram 18,4 milhões de pessoas.

A média mensal (que normalmente é fornecida) do mês passado indica uma diminuição de 243.469 inscritos, um número, explica o Ministério do Trabalho, que não reflete rigorosamente o que aconteceu em março como um todo, uma vez que o impacto da pandemia de coronavírus começou a ser percetível a partir de 12 de março.

A Espanha é um dos países mais afetados pelo novo coronavírus, tendo decretado o “estado de emergência” em 14 de março com medidas muito rígidas de movimentação da população que agora está confinada a casa, salvo os que asseguram os serviços essenciais.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 9.053, entre 102.136 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que contabiliza mais infetados (203.608).

O continente europeu, com mais de 490 mil infetados e cerca de 33.000 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.155 óbitos em 110.574 mil casos confirmados até terça-feira.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espanha tem subida mensal histórica do número de desempregados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião