Pais e professores defendem adiamento do acesso ao ensino superior para setembro ou outubro

  • ECO
  • 2 Abril 2020

Face ao momento que o país atravessa, pais e professores defendem que a solução mais viável poderá ser o adiamento do acesso ao ensino superior para o início do ano letivo.

Com o país em plena crise pandémica e, consequentemente, com as escolas fechadas antes do final do 2º período, bem como, a perspetiva de não abrirem após as férias da Páscoa, pais e professores consideram que a solução mais viável poderá ser o adiamento do acesso ao ensino superior para o início do ano letivo, avança a rádio Renascença (acesso livre).

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admite a possibilidade de o Governo “encontrar um regime excecional“, o que poderá significar não serem realizados os habituais exames nacionais do 12.º ano. Outra das alternativas seria “recalendarizar” os exames para que se “possam realizar no próximo ano letivo, no final de setembro ou mesmo em outubro“, aponta Mário Nogueira à rádio.

Já o presidente da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, defende, que, tanto os exames do 11.º ano e do 12.º ano, “deslizem para o início de setembro, o que teria impacto no início do ano letivo, mas é compreensível dentro das circunstâncias que vivemos“, refere. Também a presidente do Sindicato Independentes dos Professores e Educadores (SIPE) é da mesma opinião. Todos estes sindicatos acusam a tutela liderada por Tiago Brandão Rodrigues de não promover o diálogo, face ao momento que o setor atravessa devido à Covid-19.

Ao mesmo tempo, a Confederação Nacional das Associações de Pais é da opinião de que este momento poderia ser aproveitado para uma experiência piloto” em que “a avaliação do 12.º ano, feita pelas escolas, seja terminal e certificante, com base numa prova de avaliação de conhecimentos e competências, presencial se necessário, em junho, julho, ou mais até mais tarde frente”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Pais e professores defendem adiamento do acesso ao ensino superior para setembro ou outubro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião