Hoje nas notícias: Inspetores do trabalho, BdP e Justiça

  • ECO
  • 6 Abril 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

Os inspetores do trabalho dizem que não há forma de garantir o pagamento imediato dos salários em casos críticos de despedimento ilegal. Na corrida ao Banco de Portugal, há outro nome em cima da mesa: Ricardo Mourinho Félix, atual secretário de Estado das Finanças. Ainda na banca, as principais instituições dizem que estão prontas para ajudar a economia e que aguentam três meses sem receitas. A crise do Covid-19 está a travar a Justiça, que já adiou 50 mil diligências por causa do vírus.

ACT não garante salários em caso de despedimento ilegal

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) vai ver os seus poderes reforçados para travar os despedimentos ilegais. Mas a medida levanta dúvidas em termos da sua real eficácia para o Sindicato dos Inspetores do Trabalho (SIT), que sublinha que nos casos mais críticos de suspensão formal não há garantias de pagamento imediato do salário. Nestes casos, a Segurança Social poderá ser a solução, considera a ACT. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)

Mourinho Félix na calha para o Banco de Portugal

O mandato de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal termina já em julho. O Governo já garantiu que até lá terá um nome para o substituir. Com Mário Centeno de fora da corrida, por causa da crise do Covid-19, há nomes que estão a ser falados nos corredores. Um deles é de Luís Máximo dos Santos, atual vice-governador. Há outro candidato que é visto como uma possibilidade: Ricardo Mourinho Félix, atual secretário de Estado das Finanças. Leia a notícia completa no Público (acesso pago)

Coronavírus trava Justiça a fundo. Adiadas 50 mil diligências em março

Os tribunais em Portugal estão a funcionar a um ritmo mais lento. Só em dois dias foram desmarcadas mais de 14.600 diligências. No dia 12 de março foram adiadas 2.909 diligências e canceladas outras 4.336 nos tribunais, sendo que no dia seguinte as diligências suspensas ou anuladas ascenderam a 7.426. Nos 31 dias do mês de março, foram adiadas 22.445 diligências e 28.957 foram anuladas, num total de 51.402 diligências desmarcadas. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Bancos prontos para três meses sem receitas

Marcelo Rebelo de Sousa reúne-se esta segunda-feira com os presidentes dos principais bancos portugueses: Caixa, BCP, Santander, Novo Banco e BPI. Os banqueiros vão transmitir ao Presidente da República a mensagem de que estão prontos para financiarem a economia nesta crise, mas querem manter solidez para manter financiamento quando surgirem os primeiros sinais de recuperação. Estão preparados para enfrentar três meses sem receitas e seis meses sem qualquer liquidez. Leia a notícia completa no Correio da Manhã (link indisponível).

 

INEM obrigado a reciclar material com lixívia e a lavar fardas a 90 graus

Os técnicos do INEM estão a ser obrigados a reciclar material com lixivia e a lavar as fardas a 90 graus. O INEM ordenou que os técnicos de emergência que contactam com infetados ou casos suspeitos de Covid-19 reciclem com lixívia os óculos descartáveis, uma medida que contraria as recomendações da DGS que solicita a eliminação dos materiais para evitar a propagação do vírus. Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (link indisponível).

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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