FIFA propõe extensão dos contratos dos jogadores e adiamento do “mercado”

  • Lusa
  • 7 Abril 2020

A FIFA propôs que os contratos dos futebolistas sejam prolongados até ao momento em que terminar efetivamente a época desportiva, entretanto suspensa em quase todo o mundo.

A FIFA propôs terça-feira que os contratos dos futebolistas sejam prolongados até ao momento em que terminar efetivamente a época desportiva, entretanto suspensa em quase todo o mundo, devido à pandemia de coronavírus.

Numa reunião realizada por videoconferência com representantes de clubes, ligas, associações nacionais e confederações, a FIFA propôs algumas linhas que, espera, sejam “seguidas em todo o mundo”, conforme divulgado no comunicado emitido pela entidade. Tendo em conta os vínculos que “normalmente expiram quando a época termina” e face à “suspensão das competições na maioria dos países” que vai adiar o final das provas, a FIFA aconselha que os contratos dos futebolistas que se encontrem nessa situação sejam prolongados.

Foi proposto que os contratos sejam estendidos até à altura em que, de facto, a temporada termine. Esta era, aliás, a intenção inicial das partes, aquando da assinatura dos contratos, além de que permitirá preservar a integridade e estabilidade desportivas”, refere a nota emitida pela FIFA. Da mesma forma, os vínculos que teriam início no arranque da próxima época deverão entrar em vigor “apenas quando a época efetivamente se iniciar”, uma vez que a maioria dos campeonatos terá de começar mais tarde do que o previsto.

A entidade máxima do futebol mundial referiu ser “igualmente necessário reajustar a janela de transferências, perante as atuais circunstâncias”. “A FIFA será flexível e permitirá que a janela de transferências seja alterada, de forma a ocorrer entre o final desta época e o início da próxima”, transmitiu a organização liderada por Gianni Infantino. Já no que diz respeito à relação laboral entre clubes e jogadores, a FIFA aconselhou “fortemente” as partes a “encontrarem soluções enquanto o futebol estiver em suspenso”.

Contudo, caso existam divergências, irá “analisar os casos” que lhe sejam endereçados e avaliar “se houve uma tentativa séria de o clube chegar a acordo com os jogadores”, “a situação financeira do clube”, “a proporcionalidade dos ajustes nos contratos dos jogadores”, “o salário líquido dos jogadores após eventuais ajustes no contrato” e “se os jogadores foram todos tratados da mesma forma”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

FIFA propõe extensão dos contratos dos jogadores e adiamento do “mercado”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião