Sonae emite 160 milhões a sete anos. Estende maturidade da dívida

A retalhista foi, esta quarta-feira, ao mercado de dívida em conjunto com a subsidiária Sonae MC. Vai usar o encaixe para amortizar outros empréstimos que iam atingir a maturidade.

A Sonae emitiu 160 milhões de euros em dívida a sete anos. A retalhista liderada por Cláudia Azevedo realizou, esta quarta-feira, uma venda particular de obrigações com o objetivo de refinanciar empréstimos que venciam em 2022 e 2023. Além desta colocação, a subsidiária de retalho alimentar contraiu um empréstimo de 180 milhões de euros com o mesmo objetivo.

“A Sonae SGPS informa que, conjuntamente com a sua subsidiária Sonae MC, concretizou um conjunto de operações de refinanciamento que permitem diminuir as necessidades de financiamento futuras de ambas as empresas, melhorar substancialmente as suas posições de liquidez e manter o custo médio da dívida a níveis atrativos”, anunciou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O grupo vai usar o encaixe financeiro da operação para amortizar cem milhões de euros em obrigações que venciam em 2022, bem como outros 60 milhões de euros que atingiam a maturidade no ano seguinte.

“Adicionalmente, a Sonae SGPS informa que a sua subsidiária Sonae MC concretizou nas últimas semanas várias operações de refinanciamento com vista ao alongamento do prazo médio da sua dívida e aumento das linhas disponíveis”, aponta.

No caso da Sonae MC, o segmento de retalho alimentar do grupo, foram contraídos empréstimos no montante total de 180 milhões de euros. No total, o montante dos empréstimos de longo prazo contratados pela Sonae SGPS e pela Sonae MC, no último mês, ascende assim a 340 milhões de euros.

“Com estas operações, a Sonae SGPS e a Sonae MC aumentam a maturidade média da sua dívida, mantendo-a a níveis confortáveis, aumentam a diversificação dos bancos de relacionamento e reforçam de forma significativa a sua estrutura de capitais”, aponta.

“O aumento da resiliência dos respetivos balanços no contexto adverso atual permite encarar os próximos meses com maior confiança e perseguir os objetivos estratégicos do grupo em melhores condições“, acrescenta a retalhista.

(Notícia atualizada)

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