Fundo PPR da Caixa foi o único positivo nos últimos 12 meses

  • ECO Seguros
  • 12 Abril 2020

Quatro dos 5 fundos PPR com melhores rendibilidades na praça portuguesa registam taxas brutas de retorno negativas em termos anualizados, resultado do efeito prolongado de juros baixos no mercado.

O fundo de poupanças reforma Caixa PPR Rendimento Mais gerido pela CGD Pensões, registou rendibilidade anualizada de 0,6%, sendo o único a obter retorno nos últimos 12 meses, indicam resultados divulgados pela APFIPP, referenciados a 31 de março de 2020.

Cinco melhores rendibilidades de Fundos PPR

Fonte: APFIPP, 7 de março 2020.

 

Com risco ligeiramente mais moderado face à maioria dos concorrentes – situando-se praticamente a meio de escala 1 a 7, todos os fundos do top5 são para aforradores que assumem perfil de risco moderado. O fundo de PPR à guarda dos gestores de fundos da Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 63,8 milhões de euros sob gestão, era também o que detinha, em 31 de março, a carteira mais guarnecida dos cinco menos perdedores no último ano.

Atrás do PPR gerido pelo banco público, sucediam o Optimize Capital Reforma PPR/OICVM Moderado, da Optimize Investment Partners, com retorno negativo de 1,2% e uma carteira 14,7 milhões. O terceiro no ranking de rendibilidade da APFIPP no último ano foi o PPR Vintage+ da gestora de pensões do grupo Novo Banco (GNB), apontando rendibilidade negativa de 1,5%. Em termos de volume de poupança sob gestão, o PPR Vintage+ posicionou-se em segundo, com 49,3 milhões de euros.

A completar o ranking dos melhores retornos para estes produtos, o ‘PPR Praemium S’ da Ocidental Pensões registou rendibilidade de -1,5%, igualando o desempenho do ‘Vintage+’ do GNB e melhor do que o ‘PPR BNU Vanguarda’, também gerido pela Ocidental, mas com rendibilidade negativa e ainda menos atrativa (-1,7%). Em conjunto, os dois PPR geridos pela Ocidental Pensões reuniam 10,6 milhões de euros (9,6 milhões na carteira do ‘PPR Praemium S’).

Em fecho de trimestre, e a refletir o efeito prolongado das taxas de juro negativas no mercado, os dados da APFIPP- Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios também revelam as melhores rendibilidades nos últimos cinco anos (5 anos passados). Neste horizonte retrospetivo, os três PPR com retorno positivo posicionam-se como segue:

  • ‘NB PPR/OICVM’: 0,6%
  • ‘PPR Vintage+’: 0,2%
  • ‘PPR BIG Taxa Plus’: 0,1%

Os dois primeiros têm como gerente a GNB-SGFIM, sociedade gestora de fundos do Novo Banco, enquanto o terceiro tem como entidade gestora a Futuro (grupo Montepio).

No âmbito das gestoras dos fundos que integram a lista, enquanto a Ocidental Pensões passou a designar-se Ageas Pensões, a Optimize assume-se como uma instituição independente (protocolada com a DECO e com acordos d distribuição celebrados com a DIF Broker e o Banco Best).

De acordo com notas explicativas da associação portuguesa de fundos e pensões, os resultados anunciados são brutos de impostos e não consideram comissões de subscrição e resgate, nem outras comissões e encargos que variam consoante as condições de cada fundo ou entidade gestora.

Acresce ainda que, na análise da APFIPP são considerados apenas os PPR constituídos sob a forma de Fundos de Investimento Mobiliário ou Fundos de Pensões, adverte a entidade.

Um estudo realizado em 2019 pelo
Insurance Europe junto de mais de 10 mil inquiridos (entre os quais uma parcela de portugueses) e cujos resultados foram divulgados já este ano, revela que 43% dos cidadãos europeus não estão a realizar poupanças para a reforma, a nível privado. De acordo com o inquérito realizado em 10 países europeus, entre a população que não está a poupar, 62% dizem estar interessados em poupar para a reforma e 42% afirmam que não têm capacidade financeira para o fazer.

A pesquisa constatou ainda que a principal prioridade no contexto da poupança para a reforma é a segurança do montante investido.

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