OMS pede prudência no levantamento de restrições. Vai divulgar orientações

  • ECO
  • 13 Abril 2020

A OMS vai emitir esta terça-feira orientações destinadas aos países que queiram começar a levantar as medidas de restrições. Contudo, alerta que que estas devem ser levantadas "lentamente".

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) pede cautela no levantamento das medidas de restrições e diz que estas “devem ser levantadas lentamente e de forma controlada”.

A entidade liderada por Tedros Adhanom Ghebreyesus anunciou esta segunda-feira que vai publicar amanhã orientações destinadas aos países que queiram começar a levantar as medidas de restrições impostas devido à pandemia do novo coronavírus.

Nesse sentido, o diretor-geral da OMS disse, em conferência de imprensa transmitida pelo Twitter, que as medidas “devem ser levantas lentamente e de forma controlada”.

“Isto não pode acontecer de uma vez. As medidas de controlo só podem ser levantadas se estiverem em vigor as medidas corretas de saúde pública, incluindo uma capacidade significativa de rastreio do contacto”, sublinhou Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando que para interromper totalmente a transmissão do vírus é necessário uma vacina.

Este aviso surge na sequência de alguns países já estarem a preparar o levantamento de restrições decretadas para travar a propagação do coronavírus.

Em Espanha, a partir desta segunda-feira, os os trabalhadores de atividades não essenciais e que não consigam trabalhar a partir de casa, como é o caso dos funcionários da construção e da indústria, vão poder voltar aos seus postos de trabalho. Na Áustria, há pequenos estabelecimentos comerciais que vão abrir partir de 14 de abril.

Além disso, a OMS alertou que a infeção por Covid-19 é “dez vezes mais mortal do que do que o vírus responsável pela pandemia de gripe A de 2009”, pedindo, por isso, cautela no levantamento das restrições.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia do Covid-19, já provocou mais de 112 mil mortos e infetou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, quase 375 mil são considerados curados.

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