BRANDS' PESSOAS Quais as competências críticas necessárias para garantir a continuidade do negócio?

  • BRANDS' PESSOAS
  • 13 Abril 2020

Patrícia Vicente, EY People Advisory Services, manager, explica a importância de mapear as competências críticas e as pessoas chave dentro de uma organização para garantir a continuidade do negócio.

O início da nova década chegou para desafiar o mundo do trabalho e das empresas. O ano de 2020 ainda não tinha começado e, sem nos apercebermos, o cenário de crise estava a aproximar-se.

Chegou rápido! Tão rápido, que não concedeu à maioria das empresas tempo de preparação de um plano para o novo cenário – que, embora seja temporário, tende a revolucionar o futuro. Sem aviso prévio, as empresas estão a ser obrigadas a agir rapidamente perante um cenário de pandemia, colocando à prova a capacidade de mudança, o compromisso, a inovação e a resiliência de todos.

Para as empresas, este é um momento de incerteza. Por um lado, face à duração da pandemia – ainda desconhecida – e dos desafios que esta vai acarretando na continuidade dos negócios, por outro, a crise que se avizinha e que todos percebem ser inevitável, com os impactos negativos e os tempos exigentes que se adivinham. Perante este cenário e após assegurar a saúde e o bem-estar das pessoas, é fundamental rever e avaliar estratégias, planos de negócio e a própria oferta de produtos e serviços. O realinhamento dos modelos de trabalho, a avaliação de custos, a comunicação entre líderes e as equipas é essencial, minimizando impactos e focando na adequação ao contexto, por forma a garantir a continuidade do negócio – essa é vital.

Contudo, num contexto de pandemia e num consequente estado de emergência, há uma série de limitações de recursos, nomeadamente humanos, que despertam nos líderes a necessidade de compreender aqueles que são essenciais para que o negócio não pare, evitando assim cenários mais complexos de gerir. É fundamental identificar quais os conhecimentos e as competências críticas para garantir que o fluxo da empresa se mantenha, dentro daqueles que são os processos chave de negócio.

“Quais as competências críticas da minha empresa para garantir a continuidade do negócio?” É a pergunta que neste momento todos os líderes devem fazer e, rapidamente, tomar medidas para responder, para que consigam identificar e garantir os recursos e os conhecimentos essenciais para minimizar o impacto desta pandemia nas suas operações, agora e no futuro.

"Em tempos de contingência, é fundamental agir, de forma imediata e necessária, através de planos de ação e de um roadmap de iniciativas que visem a partilha e desenvolvimento de competências”

As pessoas chave, aquelas que detêm conhecimento crítico para a empresa, estão naturalmente nas áreas core, em processos de negócio que têm como base o propósito da organização, mas também em áreas de suporte, onde os processos de apoio assumem um papel fundamental em todo o fluxo da atividade. Este mapeamento permite às empresas identificar e reter as competências críticas para entregar o seu propósito e cumprir a missão por inteiro, sem a comprometer, particularmente em momentos de crise e incerteza, para manutenção dos processos que visem minimizar impactos operacionais e financeiros.

Mas o que são as competências críticas e as pessoas chave?

O mapeamento de pessoas chave e de competências críticas permite às organizações avaliar o nível de risco do seu negócio, que poderá ser maior ou menor em diferentes áreas, conforme o impacto na atividade e a disponibilidade de recursos. Esta análise desperta nas organizações aquilo que muitas vezes é trabalhado e planificado nos Planos de Sucessão e que, neste contexto de pandemia, é indispensável – a transmissão de conhecimento – mas que, neste caso, é urgente fazer e sem preparação prévia.

Em tempos de contingência, é fundamental agir, de forma imediata e necessária, através de planos de ação e de um roadmap de iniciativas que visem a partilha e desenvolvimento de competências. As empresas têm a possibilidade de alargar o mapeamento de pessoas críticas, titulares de conhecimentos e competências essenciais ao negócio, minimizando assim o risco nas suas operações, ao mesmo tempo que promovem o desenvolvimento e a motivação das suas equipas. Esta é uma oportunidade de preparação para o futuro das empresas, antecipando situações que exijam um plano de contingência e uma reação imediata.

Simultaneamente, há um outro tipo de pessoas a quem deve ser dada especial atenção nesta fase – as pessoas agregadoras – as que envolvem, mobilizam as equipas e que promovem o engagement com a missão da empresa. Se esta figura é absolutamente necessária no dia-a-dia das empresas, então, é ainda mais relevante em momentos de crise, onde a motivação e o bem-estar dos colaboradores é uma prioridade e uma necessidade, por um lado pela segurança e bem-estar de todos e, por outro, para minimizar impactos na produtividade.

No momento que vivemos atualmente, em que nos deparamos com um conjunto tão grande de incertezas, devemos procurar minimizar aquelas que estão ao nosso alcance e que nos permitem garantir continuidade, esperança e futuro.

É no agora, mas também no futuro que nos devemos centrar e em planos que suportem a continuidade do negócio e o desenvolvimento das equipas. As empresas, mais do que nunca, devem analisar em detalhe, aquele que deverá ser o seu eixo prioritário – as pessoas – e perceber a melhor forma destas se adaptarem, juntamente com a empresa, a este novo contexto. É um desafio global, não fomos avisados nem estávamos preparados para uma situação como a que estamos a viver, mas é na resiliência e no foco, que os desafios se superam. É com as pessoas certas, nos lugares certos que os negócios vão continuar a operar para um futuro – que a seu tempo, acredito – continuará a prosperar.

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