Covid-19: G20 anuncia suspensão da dívida dos países mais pobres por 12 meses

  • Lusa e ECO
  • 15 Abril 2020

Os países que compõem o G20 decidiram suspender a dívida aos países mais pobres por um período de 12 meses. A Alemanha diz que a decisão constitui um “ato de solidariedade internacional” histórico.

A dívida dos países mais pobres vai ser suspensa por um período de 12 meses para os ajudar a atravessar a crise criada pela pandemia de Covid-19, indicou esta quarta-feira o ministro das Finanças saudita, Mohammed al-Jadaan, após uma reunião do G20.

“Assumimos um compromisso claro, através de organizações internacionais, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial. A suspensão da dívida é verdadeiramente importante, significa que os países pobres não têm necessidade de se preocupar em como fazer os pagamentos nos próximos 12 meses“, declarou em conferência de imprensa o ministro das Finanças da Arábia Saudita, país que preside atualmente ao G20, grupo que reúne as principais economias mundiais.

Antes da conferência de imprensa, já tinha sido divulgado um comunicado indicando que os ministros das Finanças e os líderes de bancos centrais do G20 deram esta quarta-feira o seu aval a uma suspensão temporária do serviço da dívida dos países mais pobres, após uma reunião por videoconferência.

Na terça-feira, o G7 (que junta os sete países mais ricos) já se tinha afirmado favorável a esta iniciativa para permitir que os países mais pobres possam enfrentar os impactos económicos e sanitários da pandemia de covid-19, mas com a condição de receber a aprovação do G20.

“Estamos determinados a não poupar esforços para proteger vidas humanas”, disse Mohammed al-Jadaan. O ministro saudita afirmou ainda que, neste período inédito, é preciso apoiar o mais possível a economia mundial e assegurar a resiliência do sistema financeiro.

Alemanha qualifica decisão como “ato de solidariedade” histórico

Face à decisão tomada pelo G20, em suspender temporariamente a dívida aos países mais pobres por 12 meses, a Alemanha disse que esta constitui um “ato de solidariedade internacional” histórico, elogiou esta quarta-feira o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz.

Desta forma permitimos aos países abrangidos grandes margens de manobra financeira para investir na proteção sanitária das suas populações, imediatamente e sem análises morosas caso a caso”, afirmou o ministro num comunicado. Trata-se, afirmou, de “um ato de solidariedade internacional de alcance histórico”.

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