Número de infetados em Portugal sobe 3,25% para 20.863. Já morreram 735 pessoas com Covid-19

O número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 20.863, enquanto o número de mortes provocadas pelo coronavírus aumentou para 735.

O número de casos de pessoas infetadas com coronavírus continuou a aumentar nas últimas 24 horas. Foram confirmados 657 novos casos, ou seja, mais 3,25% que no dia anterior. Morreram 21 pessoas, elevando o número de vítimas mortais para 735, de acordo com os dados da Direção-Geral de Saúde.

O total de infetados situa-se, assim, em 20.863, até à passada meia-noite. Destes, 1.208 doentes estão internados (menos 35 que nas 24 horas anteriores), dos quais 215 estão nos cuidados intensivos (menos nove). Desde que o surto começou em Portugal, já recuperam 610 pessoas, um montante que se manteve inalterado face aos últimos dados.

Há ainda 4.739 casos a aguardar resultados laboratoriais. O número de contactos em vigilância pelas Autoridades de Saúde é de 30.805. O secretário de Estado da Saúde reitera que estão “a testar cada vez mais”, na conferência de imprensa diária. “Neste momento somos dos países que mais testa a nível europeu”, acrescenta.

Desde que a pandemia chegou a Portugal, o Norte tem sido a região mais afetada. Conta atualmente com um total de 12.543 casos confirmados e 424 vítimas mortais. A região de Lisboa e Vale do Tejo conta com 4.709 casos e 130 mortes e o Centro com 2.952 pessoas infetadas e 164 mortes.

No Algarve, há 311 infetados e 11 vítimas mortais, enquanto o Alentejo tem 161 casos confirmados, mas nenhum morto. Nas regiões autónomas, há 107 casos de infeções nos Açores, sendo que morreram já seis pessoas. Na Madeira não há registo de vítimas mortais, mas há 80 doentes confirmados.

Por concelhos, o Porto continua a destacar-se, tendo atualmente 1.068 casos. Em Lisboa, são 1.060 e, em Vila Nova de Gaia, 1.060.

Vão ser feitos ensaios clínicos com plasma de doentes recuperados

O secretário de Estado da Saúde adiantou que “existe vontade grande por parte de várias instituições” de utilizar plasma de doentes recuperados em ensaios clínicos numa fase inicial. O estudo está a ser analisado e poderá começar ainda este mês, disse António Sales, na conferência de imprensa diária.

“Há toda uma tecnologia que tem de ser previamente avaliada e vai ser criada uma task force para validar estes ensaios clínicos”, explicou o secretário de Estado, apontando que os estudos vão começar por doentes moderados graves. “Queríamos ver se até ao final do mês podíamos ter organização contemplada para iniciar ensaios clínicos”, apontou.

Quanto aos testes nos lares, Graça Freitas disse existir um “plano intenso”. Por um lado, contempla uma “política de testar rapidamente” num lar com alguém com sintomas. Por outro, há uma linhagem de testes de rastreio, que têm estado a ser feitos em coordenação com as autarquias e academia. O plano para estes testes de rastreio é cobrir o país todo, sendo que vai começar pela zona Norte, mais atingida.

Já questionada sobre a utilização de máscaras cirúrgicas, que são destinadas a profissionais de saúde e grupos de risco, por deputados e membros do Governo, a diretora-geral de Saúde reiterou que a utilização “não pode comprometer necessidade maior”. Desta forma, “se as pessoas estão a usar é porque o mercado tem capacidade para abastecer”.

“Neste momento, estamos a conseguir abastecer o mercado do Serviço Nacional de Saúde”, garante Graça Freitas. Se tal eventualmente não acontecer, as “pessoas terão de utilizar outro tipo de equipamento”, esclarece.

(Notícia atualizada às 13h40)

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