Costa: “Não há razão para impedir a distribuição de dividendos” da Galp

António Costa diz que não se opõe ao pagamento de dividendos se estiverem em causa empresas que não tenham solicitado apoio durante esta pandemia. Agradece mesmo o valor a arrecadar com a Galp.

O Governo não se opõe ao pagamento de dividendos por parte da Galp apesar do atual momento de crise e dos alertas em sentido contrário que têm vindo a surgir. Confrontado pelo Bloco de Esquerda (BE) durante o debate quinzenal desta quarta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, congratulou-se mesmo com a possibilidade de o Estado amealhar receitas com dividendos.

Não há razão para impedir a distribuição de dividendos” se não estiverem a receber apoios, disse António Costa, referindo que se o Estado receber dividendos da Galp tal ajudará os cofres públicos. “O Estado, enquanto acionista, fica muito satisfeito de receber a sua quota-parte dos dividendos a que tem direito“, acrescentou sobre a participação que o Estado tem.

Foi desta forma que António Consta respondeu à coordenadora do BE, Catarina Martins, que o confrontou sobre aquela que é a indicação que deu aos representantes do Estado que estarão presentes na próxima assembleia-geral de acionistas da Galp Energia que decorre na próxima sexta-feira, 24 de abril, em que será votada a distribuição ou não de dividendos pela petrolífera.

Já em meados deste mês, o BE tinha exigido que o Estado como acionista da Galp Energia votasse contra a distribuição de dividendos pela petrolífera na reunião da próxima sexta-feira.

Em causa estão 577 milhões de euros em dividendos que a Galp Energia propôs distribuir aos acionistas relativos à atividade do ano passado, sendo que mais de metade desse valor já foi pago durante o ano passado. O Estado português detém uma participação de 7,48% do capital social da petrolífera, através da Parpública.

(Notícia atualizada às 17h00)

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