BRANDS' CAPITAL VERDE Engenharia no feminino. Um plano para a igualdade de género

  • BRAND'S CAPITAL VERDE
  • 22 Abril 2020

A igualdade de género é um tema cada vez mais prioritário nas políticas de sustentabilidade social das empresas. REN já tem plano em marcha e acredita que talento não tem género.

Falar de sustentabilidade nas empresas também significa abordar questões sociais, como a dos direitos humanos, das práticas laborais e da discriminação de género.

De acordo com o Índice do EIGE – Instituto Europeu para a Igualdade de Género, Portugal está a progredir mais rápido do que a média dos 27 países da União Europeia. No últimos dados deste índice (2017), que mede o desempenho dos países em matéria de igualdade de género nos domínios do trabalho, rendimento, conhecimento, poder, tempo e saúde, o país ocupa o 16º lugar, contra a 21º posição, em 2015.

São boas notícias. Se olharmos para a distribuição do género nas profissões em áreas como ciências e engenharia, Portugal também surpreende: em 2018, mais de metade dos cientistas e engenheiros portugueses eram mulheres. Isto significa que temos a quarta maior taxa entre os Estados-membros e ficamos 10 pontos acima da média da União Europeia.

Ainda assim, no global dos estados-membros, ainda são os homens a liderar a área das ciências e das engenharias, com um peso de 59% face a 41% das mulheres. E a verdade é que ainda há a perceção de que existem profissões mais “masculinas” do que outras.

Engenharia no feminino

A REN – Redes Energéticas Nacionais assumiu a promoção da diversidade e da igualdade de género como um dos pilares da sua estratégia de sustentabilidade, no âmbito do bem-estar interno.

Desde 2014 que a empresa é membro do iGen – Fórum Organizações para a Igualdade e criou um Plano de Igualdade de Género, que já vai no seu segundo ciclo (2019-2023). Este plano traça um conjunto de medidas englobadas em três eixos estratégicos: Comunicação e Sensibilização Interna; Políticas de Gestão de Recursos Humanos; e Medidas Externas.

Atualmente, a REN conta com cerca de 690 trabalhadores, sendo que 25% são mulheres. Em relação à classe dirigente, 29% são mulheres, contra 71% de homens, o que significa que a REN se posiciona acima do mercado da energia. De acordo com dados da IEA – The International Energy Agency, apenas 22% dos trabalhadores no setor tradicional da energia são mulheres. E os números são ainda mais baixos em cargos de direção

Neste vídeo, a REN apresenta algumas das suas engenheiras e o seu percurso: Raquel Costa, “a primeira mulher a fazer turnos no centro de despacho do gás natural”; Mariana Guerra, “a segunda mulher após 25 anos de operação do Centro de Operação de Rede”; Mónica Olivença, “a terceira mulher a entrar no terminal GNL de Sines”; e Gabriela Madeira, que confessa liderar uma equipa só de homens na REN Portugás. Vale a pena conhecê-las.

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