Leilões de energia solar. Licitação de mais 700 MW adiada para final de agosto

  • ECO
  • 30 Abril 2020

O Governo quer lançar antes do verão um concurso, com verbas comunitárias, de aproximadamente 40 milhões de euros, para a produção de gases renováveis, como o biometano e o hidrogénio.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, revelou em entrevista ao Jornal Económico (acesso pago) que no próximo dia 8 de junho será lançado o próximo leilão de energia renovável em Portugal, para 700 MW de capacidade instalada. Isto depois de no ano passado o primeiro leilão do solar ter adjudicado já cerca de 1400 MW, a uma tarifa média de 20,4 euros por MWh, com um lote atribuído a 14,7€/MWh, à data o preço mais baixo do mundo. Depois de o leilão ser lançado, a 8 de junho, as empresas interessadas terão então um período de sete semanas para apresentarem a sua candidatura. A licitação propriamente dita será nos dias 24 e 25 de agosto, revelou o ministro.

Em janeiro, no Parlamento, Matos Fernandes apontou o mês de março como data para a realização do primeiro leilão de capacidade renovável do ano, uma ambição que foi travada pela pandemia de Covid-19. A 26 de março, numa sessão pública de apresentação aos promotores do leilão de capacidade solar em Portugal – transmitida online no portal Poupa Energia, o secretário de Estado da Energia acabou por admitir: “Lançaremos a fase de licitação e e qualificação assim que o mercado permitir”, disse João Galamba.

Sobre o projeto de hidrogénio verde em Sines, que entretanto também foi adiado para junho — depois de o memorando de entendimento ente Portugal e a Holanda não ter sido assinado em março, como estava previsto –, Matos Fernandes revelou ainda na mesma entrevista que o Governo quer lançar antes do verão um concurso, com verbas comunitárias, de aproximadamente 40 milhões de euros, para a produção de gases renováveis (como o biometano, por exemplo), onde deverão surgir também projetos de produção de hidrogénio.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Leilões de energia solar. Licitação de mais 700 MW adiada para final de agosto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião