Renováveis em alta. Solar e biomassa bateram novos recordes em fevereiro

No acumulado do ano, a produção renovável abasteceu 67% do consumo, repartida pela hidroelétrica com 38%, eólica com 23%, biomassa com 5,7% e fotovoltaica com 1,6%.

A eletricidade produzida em Portugal está a ter origem cada vez mais na produção de energia através da biomassa e do solar. Estas duas fontes de energia atingiram novos máximos históricos no passado mês de fevereiro, de acordo com os últimos números divulgados pela REN.

Neste mês, a produção de energia através de biomassa atingiu a potência máxima mais elevada de sempre, com 415 MW, e a produção fotovoltaica está a atingir valores mais elevados à medida que as novas centrais solares vão entrando em funcionamento. A potência máxima das instalações fotovoltaicas atingiu em fevereiro 568 MW, o que passou a ser o valor máximo registado no sistema nacional.

Nos últimos 30 dias a produção renovável abasteceu 66% do consumo nacional, a produção não renovável foi responsável por 31%, enquanto os restantes 3% foram abastecidos com recurso a energia importada. Em fevereiro o consumo de energia elétrica registou uma variação homóloga de 0,3%.

Como choveu pouco, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 0,84 (média histórica igual a 1). Já na produção eólica, as condições foram “particularmente negativas” registando um índice de 0,63 (média histórica igual a 1), que foi mesmo o mais baixo de sempre para o mês de fevereiro (registos REN desde 2001).

No acumulado do ano, a produção renovável abasteceu 67% do consumo, repartida pela hidroelétrica com 38%, eólica com 23%, biomassa com 5,7% e fotovoltaica com 1,6%. A produção não renovável abasteceu 33% do consumo, com o gás natural a assegurar 31%, enquanto o carvão se mantém com uma utilização residual. O saldo para os dois primeiros meses do ano foi exportador equivalendo a cerca de 4% do consumo nacional.

O consumo nacional de gás natural avançou 15,1%, em fevereiro, impulsionado pelo segmento do mercado de energia elétrica que cresceu 87% devido à competitividade da produção a gás natural face à produção a carvão. No conjunto dos dois primeiros meses do ano, o consumo de gás natural regista um aumento de 16,5% resultado de um crescimento de 73% no mercado elétrico.

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