Endesa prevê duplicar em 2020 parques fotovoltaicos para empresas em Portugal

  • Lusa
  • 4 Outubro 2019

Desde 2015 foram já instaladas pela Endesa 38 unidades de produção para empresas em Portugal, a maioria das quais Unidades de Produção de Autoconsumo.

A Endesa prevê duplicar em 2020 os painéis fotovoltaicos instalados para empresas portuguesas, destacando tratar-se de unidades solares que se amortizam em cinco anos e implicam um investimento cada vez menor pela eficiência tecnológica e ambiental que apresentam.

Em declarações à agência EFE, o responsável de Serviços de Valor Acrescentado da Endesa Portugal, Vasco Gomes, disse que desde 2015 foram já instaladas para empresas em Portugal 38 unidades de produção. Em 2018 foram instaladas 16 unidades, num total de 3.500 kw (kilowatts), somando os nove parques já instalados este ano os 3.100 kw e estando previstas para 2020 mais 7.000 kw.

Segundo Vasco Gomes, o preço dos painéis solares tem vindo a descer, pelo que estas unidades solares têm vindo a ter grande adesão em todos os setores industriais. O último parque solar fotovoltaico construído pela Endesa em Portugal foi para a empresa Gallo Vidro, na Marinha Grande, num investimento de 180.000 euros que se traduzirá para a empresa num retorno de 550.000 euros a 15 anos.

Conforme explicou o responsável da Endesa, trata-se de uma Unidade de Pequena Produção (UPP), onde a empresa vende toda a energia que produz, mas a maioria dos 38 parques instalados pela Endesa nos últimos quatro anos são Unidades de Produção de Autoconsumo (UPA), ou seja, instalações nas quais se podem abastecer para diminuir os custos energéticos.

Tendo em conta que o tempo médio de vida dos painéis é de pelo menos 25 anos, a Endesa aponta para uma poupança anual em custos energéticos em torno dos 80.000 euros associada a uma instalação de autoconsumo com estas características.

Adicionalmente, refere, estes parques contribuem para a preservação ambiental, já que com uma instalação de 400 Kw se evita anualmente a libertação de 320 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera.

Na atual transição para a descarbonização, os responsáveis da Endesa em Portugal entendem que a produção de energia “suja” será minoritária dentro de alguns anos. Como exemplo apontam o passado mês de setembro, quando houve dias em que a energia proveniente de fontes renováveis foi suficiente para abastecer todo o país.

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