Administradores financeiros apontam entre três meses a um ano para regresso à normalidade

Administradores financeiros (CFO) das empresas portuguesas estão menos otimistas em relação ao tempo necessário para o regresso à normal atividade em contexto de Covid-19, revela inquérito da PWC.

Depois das medidas tomadas, os administradores financeiros (CFO, na sigla inglesa) das empresas em Portugal estão agora mais preocupados com o regresso ao “novo normal” e a tentar garantir a segurança e proteção dos seus trabalhadores dos riscos de contágio pelo Covid-19. E neste sentido, mostram-se agora menos otimistas no tempo necessário para esse regresso, face ao que acontecia antes. Maioria acredita que serão necessários entre três meses a um ano para assegurar o regresso à normalidade nas empresas, revela um estudo da PWC.

As conclusões constam da 3ª edição do estudo quinzenal “COVID-19 CFO Pulse Survey”, levado a cabo pela consultora durante a semana de 20 de abril, quando ainda não era oficial o calendário de reabertura da economia portuguesa, mas em que o início desse regresso já era apontado que pudesse acontecer no arranque de maio.

“Nesta edição, 60% dos CFO esperam que o regresso à normalidade se possa fazer num período entre três meses a um ano“, refere a PWC. Este valor compara com os 38% da edição anterior desse estudo que procura antecipar os impactos esperados pelas empresas, com base nas respostas de mais de 800 CFO em vários países, incluindo Portugal. Na primeira edição deste estudo
74% dos CFO nacionais acreditava num regresso que poderia acontecer num prazo de até três meses.

A consultora explica ainda que “31% dos líderes financeiros referiram mesmo poder demorar mais de um ano, o que denota um aumento do prazo estimado para recuperação”.

O elevar das preocupações dos CFO nacionais é notório ainda no que diz respeto ao impacto antecipado no negócio das empresas em que trabalham, suplantado o resultado global do estudo. “78% dos portugueses –- um aumento de 4 pontos percentuais face ao registado na edição anterior – referiram que o Covid-19 poderá ter um impacto significativo no seu negócio, causando-lhes grande preocupação (70% nos vários países)”, refere a PWC.

Aquilo que mais temem é uma recessão global (84%), mas também revelam receios relativamente à confiança dos consumidores e com o impacto financeiro da pandemia. No entanto, as dificuldades de financiamento e os riscos de cibersegurança foram as preocupações que mais cresceram entre os CFO nas últimas semanas.

25% dos CFO planeiam implementar localização de trabalhadores

No regresso à atividade, 78% dos CFO preveem alterar as medidas de segurança no local de trabalho, com 41% a revelar que procuram introduzir maiores medidas de proteção para os seus colaboradores, já neste mês.

“De facto, 53% antecipam mesmo mudanças e/ou turnos alternados para reduzir a exposição dos trabalhadores e 50% antecipam a reconfiguração dos locais de trabalho para promover o distanciamento físico”, concretiza a esse propósito a consultora, sendo que 41% preveem ainda acelerar o seu processo de automação e introduzir novas formas de trabalho.

“Os CFO portugueses começam a pensar em novas estratégias de segurança e, aqui, a transformação digital pode ser
a chave”, refere António Rodrigues, partner da PWC. “Muitos estão a recorrer a novas tecnologias como forma de apoio
às medidas de distanciamento social e de prevenção implementadas para poderem operar no novo normal”.

Os dados mais recentes do estudo mostram ainda que um quarto dos inquiridos (25%) planeia implementar a localização de trabalhadores e o rastreamento de contactos como parte do seu plano para reabrir os seus locais de trabalho. Mais de um terço (38%) prevê ainda fazer do trabalho à distância uma opção permanente para as funções que o permitam.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Administradores financeiros apontam entre três meses a um ano para regresso à normalidade

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião