Mais de 100 mil empresas já pediram para aderir ao lay-off

Mais de 100 mil empresas já pediram para aderir ao regime simplificado de lay-off, o que engloba mais de 1,2 milhões de trabalhadores.

Desde que esta medida foi anunciada até ao final do dia de segunda-feira, havia mais de 100 mil empresas que já tinham pedido para aderir ao regime simplificado de lay-off. O universo potencial de trabalhadores afetados supera os 1,2 milhões, mas nem todos estarão incluídos. Os dados foram atualizados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Até esta segunda-feira, 102.489 empresas pediram para aderir ao regime simplificado de lay-off, tendo o universo potencial chegado aos 1.258.938 trabalhadores. Contudo, é de notar que este é o número total de trabalhadores dessas empresas, podendo o lay-off aplicar-se apenas a parte da força de trabalho. Além disso, estes números referem-se aos pedidos e não aos trabalhadores/empresas cujo processo já foi aceite.

Segundo o secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita, o Estado estima ter agora a seu cargo uma parte do salário de 800 mil a milhão de trabalhadores, o que custa entre 300 milhões de euros e 400 milhões de euros.

O boletim do GEP revela ainda que havia 368.925 pessoas inscritas no IEFP como desempregadas a 30 de abril, mais 47,7 mil face ao final de março. Em abril, o número de desempregados aumentou 14,8%. Nos últimos dois dias de abril houve uma redução do número de desempregados inscritos no IEFP — o pico foi alcançado a 28 de abril com mais de 380 mil desempregados –, não sendo claro o que justifica esta redução.

Este número é complementado pelo número de pedidos de subsídio de desemprego que já chegaram à Segurança Social desde 16 de março. Ao todo, 97.513 pessoas já fizeram esse pedido até 4 de maio e 12.512 viram o seu subsídio que caducava ser prolongado em março e abril.

O boletim do GEP refere ainda que há 43.307 pessoas em baixa por isolamento. Quanto aos despedimentos coletivos, desde o início de março foram iniciados 142 processos que envolvem 1.328 trabalhadores.

(Notícia atualizada às 19h30 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mais de 100 mil empresas já pediram para aderir ao lay-off

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião