CTT fatura mais 41% em poupança e seguros até março

  • ECO Seguros
  • 7 Maio 2020

Contando uma média de 12 100 colaboradores no final do primeiro trimestre, o Grupo CTT registou um gasto a rondar 90 euros por trabalhador em seguros de trabalho e doenças profissionais.

Os produtos de poupança e seguros renderam cerca de 66,6% da receita trimestral atribuída ao segmento de serviços financeiros e retalho consolidado pelo grupo CTT. De acordo com informação da empresa, a parcela poupança e seguros gerou uma receita de 8,63 milhões de euros, mais 41% face ao valor contabilizado nos primeiros três meses de 2019 (período agora revisto em base proforma por alterações de normas contabilísticas) e a representar quase 67% da receita apurada no agora designado segmento Serviços Financeiros e Retalho (SFR).

Nos dois primeiros meses do ano, os títulos de dívida pública (Certificados de Aforro Certificados do Tesouro Poupança e Crescimento) atingiram 6,6 milhões de euros de rendimentos (+66,4%) e 1,18 milhões de euros de subscrições, progredindo perto de 90% face a igual período de 2019.

Sendo atualmente a área com a menor contribuição para as receitas do grupo, atrás dos segmentos Correio; Expresso & Encomendas e Banco, o SFR totalizou receita trimestral de 12,97 milhões de euros (+23% face a igual período de 2019), por sua vez a contribuir para 7,2% do volume de negócios consolidado do grupo CTT – Correios de Portugal no trimestre.

Globalmente, a entidade refere que o trimestre correu bem até ao segundo mês do ano. Em março, por força das medidas públicas para conter a propagação do contágio pela doença do novo coronavírus (covid-19), “os negócios foram em geral negativamente afetados”, refere o comunicado submetido à CMVM.

Contextualizando o impacto da crise sanitária na sua atividade, o grupo de correios, banca e serviços financeiros reporta que, depois de 11 de março, a declaração de pandemia (pela OMS) e, sete dias depois, o decreto de Estado de emergência (com restrições no direito de circulação dos cidadãos e, impacto ao nível operacional) inverteu-se a evolução positiva do negócio, dando lugar a uma quebra acentuada das receitas na ponta final do trimestre.

A área de negócio de Correio “foi muito afetada”, mas o segmento SFR “sofreu o maior impacto, observando uma redução significativa nas subscrições dos Títulos da Dívida Pública”, refletindo a dependência do canal de retalho que sofreu uma diminuição na procura em resultado do confinamento e horários das lojas CTT, lê-se no documento.

No entanto, o segmento SFR que – por via de alterações de perímetro adotadas no âmbito de normas IFRS – também beneficiou da migração de operações que anteriormente integravam o segmento Correios, registou incremento homólogo de 55% no lucro operacional (ebit), o qual se aproximou dos 7,25 milhões de euros no final do trimestre.

No período terminado a 31 de março, o número médio de pessoal do grupo CTT era de 12 118 mais dezassete colaboradores face ao total de um ano antes. Na rubrica de gastos com pessoal, a parcela “seguros de trabalho e doenças profissionais” representou cerca de 1,09 milhão de euros, mais 6,9 mil euros face a 31 de março de 2019. Em média, os CTT-Correios de Portugal gastaram cerca de 90 euros em seguros por trabalhador.

A terminar, a empresa afirma que tem vindo a assegurar a continuidade das suas operações. O impacto da covid-19 “no crescimento dos negócios na sua rentabilidade não pode ser quantificado com fiabilidade, na medida em que este é extremamente difícil quantificar, com um razoável grau de confiança, uma vez que depende da duração da pandemia e da severidade dos seus impactos na economia (…).”

Na nota que introduz aos indicadores financeiros do trimestre, os CTT perspetivam o resto do exercício adiantando que, “em abril de 2020, ouve sinais positivos de estabilização em algumas áreas, apesar de o correio e os serviços financeiros continuarem sob grande pressão”. Os impactos da COVID-19 nos objetivos de rendimentos e ganhos para o exercício de 2020 não podem, por enquanto, “ser quantificados de forma precisa e fiável.”

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