Número de Insolvências sobe 4,5% até abril. Criação de empresas afunda 34,6%

O número de insolvências aumentou entre janeiro e abril e a criação de empresas afundou 34,6%, evoluções explicadas pelo choque provocado pela pandemia do coronavírus.

Novos dados mostram o impacto do choque económico provocado pelo coronavírus no tecido empresarial português. Nos primeiros quatro meses do ano, o número de insolvências subiu 4,5% face a 2019, enquanto a criação de empresas afundou 34,6%, de acordo com informação divulgada pela Iberinform.

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“Em termos acumulados, 2020 começa já a evidenciar um aumento nas insolvências que, no fecho do primeiro quadrimestre, ascendia a 4,5%. Até final de abril, registaram-se 1.745 ações de insolvências, mais 75 do que em 2019″, aponta a empresa que comercializa uma solução de gestão de clientes.

Concretamente em abril, a Iberinform aponta para uma redução de 20% nas insolvências, “o que pode ser justificado pelas limitações de atividade decorrentes da situação de pandemia e dos impactos nas atividades decorrentes do estado de emergência”, esclarece.

“Por tipologia de ações, o acumulado deste ano evidencia um aumento de 32,4% nas declarações de insolvência apresentadas pelas empresas cujo valor evoluiu de 364 em 2019 para 482 em 2020. As declarações de insolvências requeridas por terceiros, contudo, diminuíram 3,5%, enquanto as insolvências declaradas (encerramento de processos) decresceram 3,3%”, avança a empresa em comunicado.

A maior quantidade de insolvências foi registada no Porto, com 429 insolvências nos primeiros quatro meses do ano, ainda assim uma queda de 1,2% face a 2019. Segue-se região de Lisboa, com 354 insolvências, um aumento de 0,6% face a 2019. Braga ocupa o primeiro lugar do pódio nos aumentos em absoluto, com as insolvências a crescerem 14,1%, para 211, tendo duplicado em Angra do Heroísmo.

Segundo a Iberinform, “os aumentos de insolvências por setores fazem-se sentir em sete das treze categorias, com as subidas mais significativos a verificarem-se nos setores de eletricidade, gás e água (100%), agricultura, caça e pesca (46,2%) e hotelaria e restauração (15%)”. Em sentido inverso, “com diminuição face a 2019 destacam-se as telecomunicações (-50%), a construção e obras públicas (-16,5%), o comércio de veículos (-12,3%) e os transportes (-2,5%)”, acrescenta.

Já do lado das constituições de empresas, os dados apontam para um cenário de queda acentuada. As novas constituições entre janeiro e abril afundaram 34,6%, para 13.084 empresas criadas, uma queda ainda mais expressiva no mês de abril, que foi de 74,4%, para 3.995 constituições registadas.

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