Esta máscara é transparente. Protege surdos e permite ler os lábios

Empresa de Famalicão desenvolveu máscara social transparente para facilitar leitura labial. É direcionada a adultos e crianças com dificuldades auditivas e será comercializada dentro de duas semanas.

Com o mundo a enfrentar uma pandemia, as máscaras são praticamente obrigatórias, mas limitam a comunicação de uma grande parte da população surda ou com dificuldades auditivas. De forma a eliminar esse problema, o Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário (Citeve) desafiou a Elastoni que aceitou o desafio e, através da sua marca Be Angel, criou a máscara social transparente de forma a facilitar a leitura labial. A máscara é aprovada pelo Citeve e estará disponível no mercado dentro de duas semanas.

“Houve uma proposta por parte do Citeve para desenvolvermos uma máscara para ajudar as pessoas com deficiências auditivas. Esta máscara tem condições especiais uma vez que não é testada da mesma forma e o próprio Citeve teve de olhar para ela de outro ponto de vista, conta ao ECO, Nuno Oliveira, administrador da empresa Be Angel.

Esta máscara transparente será direcionada aos adultos e crianças para facilitar a leitura dos lábios. Segundo o Citeve, estima-se que mais de um milhão de portugueses têm dificuldades auditivas.

O plástico usado nesta máscara é 100% reciclado, tem a característica de não riscar facilmente. O preço ainda não está definido, mas Nuno Oliveira garante que rondará os cinco euros: “Não vamos criar uma máscara super cara. Vamos aplicar um preço acessível que possa chegar facilmente a toda a gente”, destaca o administrador da empresa localizada em Vila Nova de Famalicão.

Com o aparecimento do Covid-19, a empresa viu as encomendas canceladas e decidiu readaptar as suas linhas de produção e começou a direcionar a mão-de-obra para a confeção máscaras reutilizáveis. Segundo Nuno Oliveira, foi sem dúvida, “uma oportunidade de negócio e uma salvação para não mandar 35 colaboradores para lay-off“.

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