Confinadas em casa, famílias investiram 27 milhões em produtos de aforro do Estado

Aforradores em Portugal tinham aplicados 28.930 milhões de euros em produtos de poupança do Estado no final de abril. A subida mensal de apenas 0,09% é a mais baixa do ano e desde dezembro.

Os aforradores em Portugal conseguiram, apesar da crise do coronavírus, reforçar o investimento nos produtos de poupança do Estado. Em abril — mês em que o teletrabalho ou lay-off levou grande parte da população a ficar confinada em casa e nalguns casos a ver os rendimentos reduzidos — os certificados de aforro e do Tesouro receberam 27 milhões de euros em novas aplicações.

O montante fica abaixo dos que se vinham a registar nos últimos meses, mas acontece também num mês de exceção. Desagregando entre certificados de aforro e certificados do Tesouro, ambos registaram aumentos, de acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal divulgado esta quinta-feira.

O investimento em certificados de aforro ascendia no final de abril a 12.071 milhões de euros. Trata-se de um aumento de 10 milhões de euros face ao valor que se registava no final do mês anterior. Já as aplicações em certificados do Tesouro aumentaram em 17 milhões de euros em abril, elevando para 16.859 milhões de euros o investimento total.

Tanto certificados do Tesouro como de aforro reforçaram investimento

Fonte: Banco de Portugal

Tudo somado, os aforradores em Portugal tinham aplicados 28.930 milhões de euros em produtos de poupança do Estado no final do mês passado. A subida mensal de apenas 0,09% é a mais baixa do ano e desde dezembro, o único mês de 2019 em que o investimento total recuou. Em 2020, ainda não aconteceu, mas o coronavírus poderá alterar a capacidade de poupança das famílias.

Ainda antes do vírus, o Tesouro português espera obter junto das famílias poupanças líquidas (após amortizações) de apenas 150 milhões de euros. De acordo com o plano de financiamento incluído no Orçamento do Estado para 2020, serão emitidos 3.454 milhões de euros em certificados do Tesouro, esperando-se amortizações no mesmo montante. Já os certificados de aforro deverão angariar 797 milhões, com as amortizações a atingirem 649 milhões.

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