Investimento em certificados de aforro cai pela primeira vez em quase ano e meio

Investimento em certificados de aforro encolheu 9 milhões de euros em março, a primeira redução de aplicações desde outubro de 2018. Já a aposta em certificados do Tesouro cresceu 82 milhões.

O investimento nos produtos de poupança do Estado engordou em 73 milhões de euros, em março, um crescimento que resultou exclusivamente das aplicações em certificados do Tesouro, já que no caso dos certificados de aforro, pelo contrário, o movimento foi de quebra. Pela primeira vez em quase ano e meio, o investimento no mais antigo produto de poupança do Estado encolheu.

De acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o investimento em certificados de aforro ascendia no final de março a 12.061 milhões de euros. Trata-se de uma quebra de 9 milhões de euros face ao valor que se registava no final do mês anterior, e a primeira vez desde outubro de 2018 em que os portugueses retiraram dinheiro deste produto de poupança.

Essa quebra de aplicações coincidiu com o mês em que a pandemia começou a afetar o rendimento de muitas famílias portuguesas. Mas contrariamente ao que se passou com os certificados de aforro, os do Tesouro até captaram mais investimento.

Evolução do investimento em certificados

Fonte: Banco de Portugal

As aplicações em certificados do Tesouro aumentaram em 82 milhões de euros no mês de março, elevando para 16.842 milhões de euros o investimento total.

Tudo somado, os aforradores portugueses tinham aplicados 28.903 milhões de euros em produtos de poupança do Estado no final do mês passado. Daí resulta que no acumulado dos primeiros três meses do ano, o investimento em certificados tenha encolhido em 166 milhões de euros.

O Tesouro português espera obter junto das famílias poupanças líquidas (após amortizações) de apenas 150 milhões de euros. De acordo com o plano de financiamento incluído no Orçamento do Estado para 2020, serão emitidos 3.454 milhões de euros em certificados do Tesouro, esperando-se amortizações no mesmo montante. Já os certificados de aforro deverão angariar 797 milhões, com as amortizações a atingirem 649 milhões.

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