Costa vê dois anos muito duros. PS tem de focar-se no essencial

  • Lusa
  • 22 Maio 2020

"Não há nenhuma razão para que não se tenha a confiança no país sobre a capacidade dos portugueses vencerem esta crise, assim como venceram a crise anterior", diz Costa.

O secretário-geral do PS avisa que os próximos dois anos serão muito duros para o país, perante uma crise económica e social provocada pelo Covid-19, razão pela qual o seu partido terá de focar-se no essencial.

Esta ideia do PS concentrado na “crise económica e social” e não em outros temas foi a única referência indireta que António Costa fez às eleições presidenciais de janeiro de 2021, num longo discurso que proferiu perante os membros da Comissão Política Nacional do seu partido.

“Vamos ter pela frente dois anos muito duros de combate pela proteção das nossas empresas, do emprego e do rendimento dos portugueses. Vão ser dois anos muito exigentes e não há otimismo que permita pensar que vamos conseguir fazer isso em menos tempo”, advertiu o líder socialista.

Depois, António Costa ressalvou que “também não há nenhuma razão para que não se tenha a confiança no país sobre a capacidade dos portugueses vencerem esta crise, assim como venceram a crise anterior”.

“A todos os que duvidam que isto não é possível, gostava de recordar aqueles que em novembro de 2015 também diziam que tudo era impossível”, referiu, numa parte da sua intervenção em que falou na ascensão do seu ministro das Finanças, Mário Centeno, à presidência do Eurogrupo – prova do “reconhecimento internacional do país”.

“Temos de voltar a fazer um esforço de recuperar o país. É nisso e só nisso que o PS tem de concentrar-se com toda a sua energia e determinação, focando-se no essencial. O que é essencial é agora relançar a economia sem deixar descontrolar a pandemia”, defendeu António Costa.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Costa vê dois anos muito duros. PS tem de focar-se no essencial

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião