Insurtechs com modelos de negócio consolidados atraem mais investimento

  • ECO Seguros
  • 25 Maio 2020

Um relatório coproduzido pela NTT Data e a everis usou um modelo de análise que permitiu identificar variáveis determinantes para o sucesso de startups no mercado de seguros.

O valor total de investimento em insurtechs alcançou 6,3 mil milhões de dólares em 2019, mais 53% face ao valor investido no anterior, destacando-se as startups de seguros já com modelos de negócio consolidados no mercado e as que se encontram em estágio adiantado de desenvolvimento.

O valor global distribuído por 25 empresas inovadoras, de um total de 238, ascendeu a 4,54 mil milhões ou 72% do financiamento total aplicado em insurtechs, indica o estudo Insurtech Global Outlook 2020, coproduzido pela NTT Data e a everis.

Os EUA e a China lideram o ranking de montante investido em insurtechs. Analisando o número de startups que motivaram financiamentos, a Europa é segunda, logo a seguir aos EUA.

Investimento por linha de negócio

Entre 2018 e 2019, os setores de Seguros, Serviços Financeiros e Saúde “quase duplicaram a sua participação de mercado no que respeita a startups” que receberam financiamento de 76 grandes grupos de seguros (e respetivos veículos de investimento).

De um total aproximado de 1,27 mil milhões de dólares investidos em 296 startups, 863,5 milhões, ou 66% do total desembolsado por esses grupos seguradores (no scope da everis) foi destinado a inovações tecnológicas dedicadas aos seguros, serviços financeiros e saúde.

Em 2019 registou-se também um salto qualitativo no financiamento de insurtechs europeias e asiáticas, num total de 3,6 mil milhões ao longo da última década, o que denota um “amadurecimento dos mercados nestas geografias”. Contudo, a grande fatia de investimento continua a estar alocada aos Estados Unidos, onde a maioria das grandes empresas bem-sucedidas está sediada.

Tecnologias com mais investimento: Cloud, Mobile & Applications, IA e IoT

No que respeita às tecnologias, verifica-se que a maior parte do investimento (74%) foi direcionado para as startups que desenvolvem soluções Cloud e aplicações móveis, com 16% as soluções de IA (Inteligência Artificial) e 6% direcionado para IoT (Internet of Things), “já que são as soluções que permitem a criação de serviços personalizados para consumidores cada vez mais digitais e com maior potencial de atratividade para investidores cada vez mais competitivos”.

A tendência demonstra, assim, que o número de investidores interessados em participar do ecossistema de startups com modelos mais robustos e consolidados está a crescer, refere o estudo.

Tendo em conta o contexto socioeconómico particular que o mundo atravessa, Nuno Castro, Head of Insurance na everis Portugal, refere: “a transformação digital deixou de ser uma opção e o setor dos seguros não é exceção. As novas tecnologias contribuem não só para a constante procura pela melhoria da eficiência operacional, mas também para acelerar a inovação, ampliar a atratividade dos negócios e o investimento. Um dos mais claros exemplos é a orquestração de todos os prestadores que, em complemento com a seguradora, tentam oferecer uma jornada consistente aos seus clientes.

Variáveis chave do sucesso

Pela primeira vez, o Global Insurtech Report utilizou um modelo preditivo de análise que permitiu identificar e avaliar as variáveis que foram determinantes para o sucesso de startups no mercado de seguros a nível global.

Tal foi possível graças ao desenvolvimento de um algoritmo e à solução de análise de dados que, conjuntamente, permitiram a análise comparativa de mais de 53.000 startups em todo o mundo e a identificação de atributos comuns em cerca de 5.000 startups bem-sucedidas. Entre as variáveis chave para o sucesso dos investimentos destaca-se a identificação do investidor (quem é; qual o perfil de gestão e rondas em que participou).

“Podemos concluir que o acesso a informações transparentes e credíveis sobre o ecossistema de startups e sua atividade é determinante para a identificação de fatores de sucesso e a definição de estratégias de atuação concretas, bem como para orientação e testes de investimento”, referem a NTT Data e a everis na apresentação do relatório.

A América do Norte detém a maior fatia (62%) do total de fundos investidos entre 2010 e 2019, e representa o maior número de startups (48%), com muitos investidores ativos interessados em empresas disruptivas e escaláveis.

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