Pandemia aumentou consumo de luz e travou mudanças entre comercializadores

De acordo com a ERSE, em março o consumo de eletricidade aumentou, registando-se um aumento de 13 GWh face a fevereiro, e atingindo 43.499 GWh no mercado livre.

Durante o mês de março, a pandemia de Covid-19 travou a fundo o ritmo de mudança dos consumidores do mercado regulado para o mercado livre de eletricidade, que foi dos mais baixos registados desde 2012, revelou esta terça-feira a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) no seu Boletim do Mercado Liberalizado de Eletricidade.

“Em março de 2020 entraram 19.151 clientes no mercado livre, tendo 4.536 transitado do mercado regulado e 14.615 entrado diretamente para as carteiras de comercializadores em regime de mercado. O impacto da pandemia é visível nestes valores sendo dos mais baixos registados desde 2012”, sublinhou a ERSE.

O mercado livre alcançou assim um número acumulado superior a 5,3 milhões de clientes em março de 2020, com um crescimento líquido de cerca de 9,7 mil clientes face a fevereiro, o que representa um crescimento homólogo de 2,7%. No mercado regulado permanecem ainda cerca de 1 milhão de clientes.

E se a mudança de comercializador diminuiu, o consumo de eletricidade aumentou, revela o regulador: registou-se um aumento de 13 GWh face a fevereiro, atingindo 43 499 GWh no mercado livre, o que representa um acréscimo de 0,03% quando comparado com o mês anterior e de 0,5% face ao homólogo. O consumo no mercado livre representava, em março, 94,7% do consumo total registado em Portugal continental.

Em termos de quota de mercado, a EDP Comercial manteve a sua posição como principal operador no mercado livre em número de clientes (78%) e em consumo (41%). No entanto, desde fevereiro de 2019 que a EDP tem vindo a perder clientes de forma consistente.

A Endesa manteve, em março, a sua liderança no segmento de clientes industriais (24%), enquanto o segmento dos grandes consumidores continua a ser liderado pela Iberdrola (26%).

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