Preços deverão cair 8,4%. Imobiliário pede IVA a 6% e reforço dos vistos gold

Antecipando uma descida de 8,4% nos preços, os promotores imobiliários defendem que, para que o mercado possa recuperar da crise, devem ser implementadas certas medidas, como reduções nos impostos.

O imobiliário foi um dos setores atingidos pela crise provocada pelo coronavírus e a maioria acredita que uma recuperação só será possível a partir do próximo ano. Mas, para que essa retoma aconteça mais fácil e rapidamente, o setor defende que devem ser implementadas algumas medidas, entre as quais descontos em alguns impostos e uma aposta no mercado internacional.

Os impactos estão a ser sentidos e, no que toca a preços, já se notaram descidas nos últimos meses e vão continuar a notar nos próximos 12 meses, concluiu o Portuguese Investment Property Survey, realizado pela Confidencial Imobiliário. Os promotores imobiliários acreditam que os preços deverão cair 8,4%, enquanto as transações reduzir-se-ão em 15,7%.

Contudo, mesmo com esses efeitos, a maioria dos promotores não tem intenções de parar os projetos já em construção e são poucos aqueles que pretendem diminuir o preço de venda para manter a procura. Em vez disso, a estratégia passará por recorrer a visitas virtuais aos imóveis e atrasar os projetos que ainda estão em licenciamento.

Analisando todos os impactos, concluiu o inquérito, o quadro económico é visto como o principal obstáculo ao setor, mas também a burocracia nos processos de licenciamento. Mas, para além disso, os promotores acreditam que devem ser adotadas medidas que permitirão facilitar e acelerar a recuperação do mercado imobiliário.

Assim, defendem que uma descida do IVA da construção para os 6% é, neste momento, a medida mais importante, bem como o relançamento do programa dos vistos gold, de forma a atrair investimento estrangeiro. Além disso, os promotores pedem mais isenções temporárias de alguns impostos e a possibilidade de realizar escrituras online.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Preços deverão cair 8,4%. Imobiliário pede IVA a 6% e reforço dos vistos gold

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião